Bolsonaro: procurador é cotado para ministro da Educação

O presidente eleito afirmou que o anúncio do novo ministro pode acontecer ainda esta semana

POR:
Laís Semis
O presidente eleito Jair Bolsonaro conversa com jornalistas   Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) pode anunciar ainda nesta quinta-feira (22/11) o nome do futuro ministro da Educação. O anúncio é muito aguardado, já que é um ministério em disputa ideológica e com uma série de possíveis nomes para chefiar a pasta (conheça aqui cada um deles e sua trajetória profissional). Na lista, Guilherme Schelb, procurador regional da República do Distrito Federal, aparece agora como um dos cotados. O presidente eleito afirmou seu interesse em alguém alinhado com as propostas da nova gestão para a área e perfil técnico. “Guilherme Schelb é cotado, sim”, declarou Bolsonaro.

“É um ministério importantíssimo [o da Educação] porque o futuro do Brasil passa por ali”, afirmou o presidente após reunião no Comando da Marinha. “Quem ensina sexo para criança é papai e mamãe. (...) Escola é lugar de se aprender física, matemática, química e fazer com que no futuro tenhamos um bom empregado, um bom patrão e um bom liberal. Esse é o objetivo da educação.”

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Schelb e Bolsonaro têm reunião marcada nesta quinta-feira para conversar sobre o tema.

O procurador regional da República do Distrito Federal é mestre em direito constitucional pela Universidade Federal do Paraná  (UFPR), especialista em segurança pública e compartilha das bandeiras do governo eleito. Outro nome que ganha força e já estava no radar da futura presidência é o do colombiano Ricardo Velez Rodriguez (conheça mais sobre sua trajetória aqui).

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Confusão e crise

Na última quarta-feira (21/11), jornais como Estado de São Paulo e Folha de São Paulo circularam informações de que Mozart Neves Ramos, diretor de articulação e inovação do Instituto Ayrton Senna (IAS) e membro do Conselho Nacional de Educação (CNE) ocuparia o cargo no MEC. Durante a campanha eleitoral e no último dia 14, representantes do IAS encontraram-se com a equipe de Bolsonaro para “apresentar um diagnóstico e caminhos de melhoria da Educação brasileira”, de acordo com informações do instituto. O último encontro contou, além da presença da presidente do IAS Viviane Senna, com a de Mozart.

Nota do  Instituto Ayrton Senna


“Diferentemente do que vem sendo publicado na imprensa, Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna, não foi convidado pelo novo governo para assumir o Ministério da Educação. Amanhã pela manhã (22), Mozart participará de mais uma reunião técnica em Brasília, agora com o presidente eleito Jair Bolsonaro, para dar continuidade à reunião feita com Onyx Lorenzoni na semana passada, na qual foram apresentados um diagnóstico e caminhos de melhoria para a educação brasileira, preparados pelo Instituto Ayrton Senna (conforme informações divulgadas no site do Instituto Ayrton Senna).”

O Instituto Ayrton Senna negou que o convite para Mozart assumir o MEC tenha acontecido e reafirmou o trabalho de apresentação do diagnóstico. A assessoria afirmou também que o diretor do instituto não cogitava um cargo público neste momento. No entanto, de acordo com informações da Folha de São Paulo, o convite teria sido feito, mas o nome teria desagradado a bancada evangélica do Congresso Nacional, já que Mozart poderia não apoiar as principais bandeiras do governo Bolsonaro para Educação: o Escola Sem Partido e posicionamento contrário às questões de gênero.

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O deputado federal Sóstenes Cavalcanti (DEM-RJ) afirmou ainda à Folha que “o novo governo pode errar em qualquer ministério, menos no da Educação, que é uma questão ideológica”.

Até lá...

O Ministério da Educação continua sob a chefia de Rossieli Soares até o final do ano. A partir de janeiro de 2019, Rossieli assumirá a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Confira aqui a entrevista com Rossieli sobre os principais desafios que aguardam o futuro ministro.

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