Pirâmides etárias de diferentes países

POR:
Andressa Pellanda

Analise a demografia de países em desenvolvimento, emergentes e desenvolvidos, com base na reportagem de VEJA 2390, 10 de agosto de 2014, "Fofinhos, mas em baixa"

 

Uma das maneiras de entender os desafios que um país enfrenta ou enfrentará é olhar para a estrutura etária da população, ou seja, a maneira como seus habitantes estão distribuídos de acordo com a faixa etária e o sexo. Em geral, divide-se a população em três grupos etários:

  • jovens, entre 0 e 14 anos,
  • adultos, entre 15 e 59 anos,
  • idosos, a partir dos 60 anos.

Uma forma gráfica eficiente de visualizarmos a estrutura etária de uma população é por meio da chamada pirâmide etária, um gráfico de barras que exibe os dados por idade para homens e mulheres.

Na pirâmide etária, os grupos etários podem ser divididos por cores e, no interior de cada grupo, há barras com sub-faixas etárias. É possível dividir a pirâmide em três partes: a base, composta pelo grupo de jovens (0 a 19 anos); o corpo, composto pelo grupo de adultos (20 a 59 anos); e o ápice, composto pelo grupo de idosos (60 anos ou mais).

Pirâmide etária brasileira
A base da pirâmide etária brasileira ainda pode ser considera larga, se comparada a de outros países do mundo, ou seja, a proporção de jovens e crianças ainda é consideravelmente numerosa em nosso país.

Atualmente, os setores de saúde e educação não recebem a quantidade suficiente de recursos e muitos adolescentes e crianças não frequentam a escola e/ou vivem em condições precárias de saúde. Isso indica a necessidade de o governo criar mais escolas e universidades, além de melhorar o atendimento nos postos de saúde para esse grupo.

A tendência primeira é aumentar a quantidade de adultos ao mesmo tempo em que diminui a de crianças e jovens. Na etapa seguinte, descresce também a de adultos, ao passo que a de idosos aumenta. Assim, parte intermediária da pirâmide mostra que a população adulta diminui gradativamente, conforme vão aumentando as faixas de idade.

A população adulta é essencial para um país, pois é a parte da população economicamente ativa, que trabalha e produz riquezas para o país. Com o aumento da população adulta no decorrer dos próximos anos, conclui-se que será necessária maior oferta de emprego. O topo da pirâmide ainda indica uma proporção menor de idosos sobre o total da população brasileira, cerca de 10% da população absoluta (população total) do país. O crescimento na proporção desse grupo etário, entretanto, revela que o país deve também melhorar a assistência aos idosos, em programas de saúde, medicamentos, e assistência hospitalar, assim como repensar a previdência social.

Assim, ainda que a população brasileira tenha como característica marcante a grande quantidade de jovens e de adultos, é notório o rápido crescimento da proporção de idosos no total da população. A velocidade desse crescimento está ligada ao aumento na expectativa de vida dos brasileiros:

  • Na década de 1940 a expectativa de vida não ultrapassava os 46 anos;
  • No final da década de 2000 a expectativa dos brasileiros era viver cerca de 73 anos;
  • Na década de 1960 a expectativa de vida alcançou os 52 anos;

E a expectativa é que os brasileiros vivam mais de 80 anos na década que vem.

É possível, dessa forma, perceber que, diante das mudanças demográficas, uma série de transformações de ordem socioeconômica e cultural se impõem diante de nossa sociedade. E, para tal, são necessárias políticas públicas que deem conta dessa demanda. A partir desses contexto e pressupostos, quais são as políticas que olham para essa mudança no Brasil? Por que os outros países têm estruturas etárias tão diversas? O que elas dizem sobre a situação econômico-social do país? Como os outros países, como os Estados Unidos e a Finlândia, lidaram com essas transformações na sua história? Essas são excelentes indagações como sugestão de pesquisa para os alunos!

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