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Empreendedorismo e Educação: como eles se relacionam?

Conheça o conceito de Educação empreendedora e confira algumas ideias de como utilizá-lo em suas aulas

POR:
Débora Garofalo
Crédito: Getty Images


A Educação empreendedora ocupa um espaço importante na Educação. Isso porque ela pode desenvolver algumas habilidades da sociedade contemporânea, como autonomia, capacidade de se adaptar a situações novas e criar soluções. A proposta busca inspirar nos estudantes (independente da etapa de ensino e disciplina) a vontade de empreender.

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A escola é um bom espaço para que essas habilidades possam ser desenvolvidas e vivenciadas, preparando os nossos alunos para este novo tempo, em que a criatividade, inovação e autogestão são cada vez mais valorizadas.

Como trabalhar o empreendedorismo na sala de aula

Um dos principais objetivos da Educação empreendedora é desenvolver atitude e mentalidade empreendedora, que visam estimular o raciocínio lógico e a busca por aprender conceitos e conhecimentos que contribuam para resolver problemas.



O ensino empreendedor estimula conversas sobre sonhos pessoais e profissionais e possibilita desenvolver habilidades necessárias para a vida como planejar, buscar informações, estabelecer metas, ser persistentes, autoconfiantes, protagonistas.

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Durante o evento da São Paulo Tech Week,  Casa das Empreendedoras, quarenta alunas tiveram a oportunidade de conhecer sobre o tema por meio de rodas de conversa, jogos e design thinking. Na oportunidade e ao retornarem para a escola, tiveram mudanças de atitudes, participando de parlamentos jovens e construindo o grêmio estudantil da escola. As vantagens, entretanto, foram além, se tornaram multiplicadoras, replicando as ações vivenciadas no evento com os demais colegas de turmas, exercendo ações empreendedoras.  

Alguns caminhos para desenvolver o tema em sala de aula

Diálogo: conhecer os alunos e seus desejos é o primeiro passo para estabelecer essa ponte com eles. Conversar sobre profissões, estabelecer roteiros e perfis destas profissões, é importante para ajudar na reflexão do futuro e fundamentar escolhas.

Dica: Hoje existem muitos sites gratuitos que realizam testes vocacionais. Entre eles podemos citar o teste vocacional gratuito.

Referências: trazer pessoas de diferentes profissões e/ou incentivar a participação de feiras relacionadas ao tema são importantes para fomentar o diálogo, conhecer experiências reais sobre diferentes áreas e se aprofundar sobre a futura profissão. Se não for possível, vale pedir uma pesquisa ou trazer materiais (textos e vídeos, por exemplo) que explorem um pouco o dia a dia da profissão.

Mapas mentais: são uma espécie de diagramas que ajudam a pensar em resoluções de problemas, estimulam a criatividade e a inventividade. Eles podem ser criados para trabalhar com soluções e desafios empreendedores, como por exemplo, vamos criar um grêmio na escola? Quais caminhos de atuação? Quais funções? Quais melhorias para a comunidade escolar? Um exercício simples, que permite uma vivência de situações reais de uso.

Dica: Para enriquecer as etapas e possibilitar interação, é possível utilizar alguns softwares gratuitos.

Mind Node, Free mind e Ree Plane: são programas muito simples e prático para ser utilizado ao dia a dia. Ele ajuda a visualizar melhor as ideias.
Coggle: software online, permite mais que uma pessoa trabalhe com o mesmo mapa mental. Não é preciso fazer download do programa, o que permite trabalhar no projeto de diferentes plataformas (como pelo celular em casa e no computador do laboratório da escola).

Debate: que tal proporcionar com os alunos um júri simulado? A partir de um problema inicial, os alunos se dividem em grupos de defesa e acusação, em que cada um deve apresentar argumentos para sustentar seus pontos de vista da situação trabalhada. Nesta atividade os alunos têm a oportunidade de aprofundar sobre um tema, construindo postura crítica, além, de desenvolver outras habilidades entre elas organização, argumentação, levantamento de hipóteses, exposição de ideias, colaboração e diálogo.

As atividades devem conter desafios, estimular a criatividade, colaboração, ser lúdica e focar na atitude empreendedora. E você, querido professor, como trabalha a Educação empreendedora em sala de aula? Conte aqui nos comentários.

Um grande abraço,

Débora Garofalo

Professora da rede Municipal de Ensino de São Paulo, Formada em Letras e Pedagogia, Mestranda em Educação pela PUCSP, colunista de Tecnologias para o site da NOVA ESCOLA. 

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