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Rossieli Soares vai assumir a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo

Advogado deixa o MEC para assumir a maior rede estadual de ensino do país

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NOVA ESCOLA
Rossieli Soares durante entrevista à NOVA ESCOLA
Rossieli Soares durante entrevista a Nova Escola   Foto: Lucas Magalhães

O ministro da Educação, Rossieli Soares, vai assumir a Secretaria de Educação de São Paulo. O convite foi feito pelo governador eleito do estado, João Doria, e o anúncio foi feito nesta terça-feira (06/11). A rede estadual de São Paulo tem hoje cerca de 3,5 milhões de alunos e é a maior do país.

Rossieli é advogado, tem 40 anos, e possui mestrado em Gestão e Avaliação Educacional pela Universidade Federal de Juiz de Fora, concluído no ano passado. Rossieli entrou no Ministério da Educação (MEC) em maio de 2016 e foi secretário da Educação Básica (SEB), tendo participado das discussões sobre a aprovação e implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), bem como a Base do Ensino Médio. “A Base é um apontamento para o futuro do Brasil”, afirmou em entrevista à TV MEC. “Ela vai nos dizer qual o tipo de educação que nós queremos e o que cada cidadão brasileiro deve saber nos próximos 10 ou 20 anos.”

LEIA MAIS   “O papel da escola não é fazer ideologia, mas não precisamos de lei para regular isso”

Em abril de 2018 ele assumiu o Ministério da Educação. Em sua gestão foi sancionada a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2019, mantendo um artigo que diz que o recurso para a Educação não pode ser menor do que o do ano anterior, e deve ser reajustado de acordo com a inflação.

Sua gestão também foi marcada por duras críticas ao Ensino Médio antes e depois da divulgação dos dados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), no final de agosto em Brasília.

“O Ensino Médio revelado pelo Saeb 2017 é um desastre. O desempenho insuficiente dos nossos estudantes, edição após edição da avaliação, confirma a importância das mudanças que trouxemos com o novo Ensino Médio”, declarou.

Em entrevista recente à NOVA ESCOLA, Rossieli também afirmou que o debate sobre ideologias na escola não pode atrapalhar as discussões sobre aprendizagem. “É lógico que um professor não pode assumir uma posição política. Mas nós não precisamos de lei para isso, não precisamos de nenhum outro instrumento que não seja objetivar a aprendizagem”, afirmou o então ministro.

Políticas públicas

Advogado, Rossieli Soares trabalhou como assessor jurídico na Comissão Geral de Licitação do Estado do Amazonas por quatro meses até ingressar na Secretaria de Educação (Seduc), em julho de 2008. Por lá, trabalhou como diretor de Planejamento, diretor de Infraestrutura e Assessoria Estratégica e como Secretário Executivo Adjunto de Gestão, antes de assumir a chefia da Secretaria de Educação Básica

Ao assumir a SEB, Rossieli defendeu maior qualidade na educação básica. “Garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas plenamente até aos 8 anos de idade não é saber ler uma palavra”, disse à TV MEC. “Ela precisa saber ler as palavras, escrever frases, interpretar textos; não adianta termos analfabetos funcionais, que não conseguem interpretar o que leem.”

Como secretário ele destacou que sua gestão daria prioridade à formação inicial e continuada dos professores para o sucesso do processo educacional. “Não dá para o professor ensinar da mesma forma que se ensinava nas décadas de 90, 80 ou 50; temos de aproveitar aquilo que ainda permanece vivo, mas agregar”, afirmou. “Como pensar em educação sem falar de redes sociais, sem falar de toda a tecnologia que está posta no mundo?"

Durante seu período no governo do Amazonas, Rossieli implantou projetos como o Sistema de Avaliação do Desempenho Educacional do Amazonas, o Programa de Aceleração do Desenvolvimento da Educação do Amazonas (Padeam) e o Professor na Era Digital, que distribuir 44 mil notebooks para professores. Ele também criou do Plano de Cargos e Carreiras da Seduc e implantou a data-base dos professores da rede pública estadual de ensino do Amazonas.

Durante sua gestão, o estado do Amazonas conseguiu avançar e superar as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) nos três anos avaliados.

 

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