Cinco perguntas sobre o Big Data

Tudo o que fazemos na Internet deixa rastros. Veja como empresas, governos e pessoas podem usar essas informações

POR:
Aurélio Amaral

Big Data | Crédito: Shutterstock

 

O grande volume de dados digitais que temos disponíveis hoje pode impactar radicalmente o estudo do comportamento humano. Alex Pentland, cofundador e diretor do Media Lab, o Laboratório de Mídia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), afirma em entrevista a VEJA (VEJA 2416, 11 de março de 2015), que as informações pessoais dos indivíduos serão "o novo petróleo da Internet e a nova moeda do mundo digital". Conheça melhor o conceito a seguir:

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1. Qual a definição de Big Data?
Big Data é o termo utilizado para descrever o grande volume de dados que circula atualmente graças ao avanço da tecnologia. Eles vêm de atividades cotidianas, como telefonar, pagar compras com cartão de crédito, usar o GPS do celular, trocar e-mails, mensagens de texto e postagens nas redes sociais, como o Twitter e o Facebook. Hoje em dia, no setor de TI, Big Data é também a tecnologia que permite processar e analisar essas informações digitais em tempo real, o que passa a ser fundamental para a tomada de decisões.

2. Em que situações fornecemos dados digitais sem perceber?
Isso acontece quando aceitamos a política de privacidade dos serviços que utilizamos, principalmente os grátis. Normalmente eles coletam informações como geo-localização, sexo, idade, entre outros, para poder gerar publicidades específicas. Outro exemplo é o GPS do celular, que, quando ativado, permite que as pessoas identifiquem nossa localização durante a troca de mensagens.

3. Quais são os recursos e fontes de dados utilizados pelo Google e Facebook, por exemplo, para oferecer anúncios personalizados e conteúdos mais relevantes?
Para exibir as publicidades com maior relevância para cada usuário, empresas como Google e Facebook utilizam informações como idade, sexo, grau de escolaridade, número de amigos e, principalmente, temas de interesse, baseados nos "likes" em posts na rede social ou palavras-chave utilizadas em uma busca na Internet.

4. A soma totais dos dados digitais no mundo já é medida em zettabytes (que corresponde a 1.000.000.000.000.000.000.000). Como se prevê o futuro do armazenamento de tanta informação?
O caminho mais lógico é a migração das empresas para servidores na Nuvem (Cloud Storage), ou seja, as informações ficariam arquivadas na Internet – daí vem a alusão ao termo "nuvem" – com acesso remoto.

5. Que aplicações o Big Data pode ter em decisões de empresas ou do poder público?

São muitas as possibilidades de uso do Big Data. Ele pode ter impacto interessante em políticas públicas, como é o caso do Diário Livre, que surgiu de uma parceria entre a Controladoria Geral do Município de São Paulo e a Universidade de São Paulo (USP). O projeto tem a intenção de ampliar a transparência das informações municipais disponibilizando os dados publicados no Diário Oficial da Cidade de São Paulo e dando ao público a possibilidade de realizar pequenas consultas. É possível, por exemplo, listar todos os funcionários indicados para cargos de comissão e cruzar essa listagem com denúncias de corrupção ou com processos abertos. Outro projeto interessante é o Global Pulse, das Nações Unidas, que vai utilizar um programa que decifra a linguagem humana na análise de mensagens de texto e posts em redes sociais para prever o aumento do desemprego e de doenças, por exemplo. Por parte das empresas, é possível analisar as base de clientes, vendas e atendimento, por exemplo, e assim oferecer produtos e soluções mais coerentes para cada cliente sem desperdiçar dinheiro com publicidade e aumentando a probabilidade de venda deste produto.

 

 

Fonte: Vitor Leal, consultor de Sistemas e Negócios no Centro de Inovação da Telefonica VIVO.

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