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Há espaço para Matemática na Educação Infantil?

Conceitos da área estão no cotidiano das crianças e devem entrar no planejamento dos professores

POR:
Rosi Rico
Foto: Getty Images

Os números estão nas portas das casas, em placas de rua ou dos carros, no dinheiro, no tênis e no chinelo, nas etiquetas das roupas, nas páginas dos livros, na televisão etc. Presentes em muitos lugares, eles certamente despertam a curiosidade das crianças. A Matemática também está em outras situações do cotidiano delas. Brincar de colocar areia em potes, por exemplo, é ter contato com medidas. Ajudar o professor a distribuir os materiais que a turma vai utilizar é lidar com quantidade. Até mesmo a movimentação de bebês pela sala ajuda a desenvolver noção espacial.

Se os conceitos matemáticos estão inseridos no mundo, nada mais natural que as crianças queiram saber mais sobre eles. “Elas observam tudo e desde pequenas perguntam muito, levantam hipóteses e fazem conclusões”, diz Claudia Codolo, formadora de professores.

Sendo a escola de Educação Infantil um espaço de descobertas e de experiências diversas, a Matemática deve entrar nas investigações propostas pelo professor. “Fazer matemática neste período é dar sentido aos questionamentos das crianças de maneira intencional”, afirma Claudia.

Focar nessa área de conhecimento não significa seguir a lógica adulta de se relacionar com a Matemática, nem antecipar a aprendizagem do Ensino Fundamental. “Tudo deve ser feito respeitando a maneira como as crianças aprendem, que é pela brincadeira, pela observação e pelas perguntas”, diz Ana Flávia Castanho, formadora de professores da pós-graduação em Didática da Matemática do Instituto Vera Cruz.

Segundo ela, não existe idade mínima para o planejamento de atividades relacionadas a esses conteúdos. “O docente pode propor situações de acordo com a faixa etária da turma e ver como ela reage. O importante é que as experiências deixem de ser ocasionais e passem a ser intencionais. Só assim podem se tornar mais ricas.”

Onde buscar formação gratuita

Para ter intencionalidade, como as duas especialistas colocam, é preciso repertório. “Se o professor não tem formação, ele terá dificuldade para responder às questões das crianças”, comenta Claudia. Mas, ela mesma lembra, a carga horária relacionada à Matemática, nos cursos de Pedagogia, é ínfima. Cabe aos docentes, então, procurar oportunidades para além da universidade.

Foi justamente para colaborar com a formação dos professores que NOVA ESCOLA criou, em parceria com a Fundação Itaú Social, um curso gratuito de letramento matemático. O objetivo é ajudar no planejamento e desenvolvimento de atividades que dialoguem com o conceito de campo de experiência proposto pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Mesmo para quem já trabalha com conceitos matemáticos na Educação Infantil, as videoaulas podem ser uma chance de rever práticas e conhecer novas propostas sobre o tema.

“É uma possibilidade de imersão no assunto por muitos pontos de vista diferentes”, conta Ana Flávia, que organizou o curso. Além da visão de autores de textos de referência e de documentários, será possível ouvir professores. “O centro do curso é a prática. Quem fizer poderá observar boas experiências, refletir sobre elas e aprofundar o próprio olhar com base no que vê”, completa.


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