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Currículo de Referência inclui tecnologia na Educação Infantil e Ensino Fundamental

Centro de Inovação para a Educação Brasileira lança ferramenta para potencializar uso de tecnologia na aprendizagem

POR:
Flavia Nogueira

O Centro de Inovação para a Educação Brasileira (CIEB), lançou nesta segunda-feira o Currículo de Referência em Tecnologia e Computação que vai atender da Educação Infantil ao Ensino Fundamental II.

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O documento visa oferecer diretrizes e orientações para apoiar redes de ensino e escolas a incluir os temas tecnologia e computação em suas propostas curriculares. O objetivo é ampliar as reflexões sobre computação na educação básica e potencializar o uso de tecnologia na aprendizagem. Essa ferramenta oferece aos gestores e professores a orientação e a inspiração para aplicação de práticas que ajudem a desenvolver nos alunos as competências e habilidades relacionadas a tecnologia e a computação.

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O currículo está alinhado às competências gerais da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e às habilidades da Base e seu objetivo é ajudar na implementação do que estabelece a 5ª competência geral: “compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética, nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva”.

Lúcia Dellagnelo, diretora-presidente do CIEB, conta que o centro “trouxe três especialistas renomados para mostrar de maneira prática para o professor como ele poderia trabalhar estas habilidades ligadas à tecnologia e computação”.

Os professores participantes foram o professor André Luís Alice Raabe, da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI), o professor doutor Christian Puhlmann Brackmann, do Instituto Federal Farroupilha (IFFAR) e da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e o professor doutor Flávio Rodrigues Campos, colaborador da Escola de Formação de Professores do Governo do Estado de São Paulo (EFAP) e Consultor Pedagógico do Senac São Paulo.

Para ajudar a elaborar o conteúdo, o CIEB fez um estudo em 17 mil escolas públicas utilizando a ferramenta Guia EduTec, na qual os gestores professores respondem a questionários para ajudar a identificar o grau de uso de tecnologia da escola.

“Esta pesquisa nos mostrou que existe muita variação, algumas escolas não têm quase nenhum uso de tecnologia, outras já estão mais conectadas. Ao construir o currículo levamos em conta o grau de adoção de tecnologia do estudante brasileiro”, diz Lúcia.

E, partir destas informações, o currículo foi se adaptando e incluindo também atividades off-line.

As redes de ensino vão poder aplicar o conteúdo do documento de duas formas: elas poderão desenvolver as temáticas de tecnologia da computação de modo transversal aos outros temas abordados na BNCC, sem precisar criar um novo componente curricular; ou então desenvolver uma área de conhecimento específica para abordar o conteúdo.

Imagem: CIEB

O currículo está organizado em eixos (Cultura Digital, Pensamento Computacional e Tecnologia Digital), conceitos e habilidades específicas de tecnologia e computação. O documento apresenta sugestões de práticas pedagógicas e materiais de referência para apoiar os professores e também sugestões de avaliação dos alunos.

Para Lúcia, o objetivo é “entender o mundo da tecnologia” e fazer o “uso ético da tecnologia para exercer a cidadania”.

“O mundo da tecnologia faz parte das atividades essenciais de qualquer criança ou jovem. Entender o mundo da tecnologia hoje é parte da formação de qualquer cidadão”, conclui.

 

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