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Professor, use mais (e melhor) o Excel em suas aulas

Débora Garofalo compartilha um plano de aula para usar a ferramenta com a turma e conta mais sobre as possibilidades do velho conhecido Excel

POR:
Débora Garofalo
Crédito: Getty Images

A Educação é um campo propício para uso das tecnologias. Ela permite uma gama de alternativas, possibilitando que a aprendizagem ocorra de forma dinâmica, interativa e colaborativa. Vivenciamos um momento em que as novas tecnologias são muito faladas. Porém, esquecemos muitas vezes dos recursos que já estão presentes em nossas vidas há mais tempo. Podemos sempre dar novos sentidos a eles, reinventando maneiras de se apropriar e utilizá-los mais e melhor. Uma dessas ferramentas é o Excel.

De todas as 144.726 escolas da Educação Básica, apenas 40% (o que representa 57.946 escolas), possuem laboratório de Informática. 62% (90.027 escolas) possuem Internet e 49% (71.145 escolas), possuem banda larga.  É o que mostra o Censo Escolar 2017, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e disponível na plataforma QEdu.

Analisando este cenário, percebemos que muitos dos nossos estudantes não têm acesso a ferramentas digitais nas escolas e que as políticas públicas deverão somar esforços para mudar essa realidade. Por outro lado, temos um poderoso equipamento, que tem de ser utilizado como suporte e apoio pedagógico: o celular, que permite dar acesso aos estudantes e trabalhar com ferramentas digitais. 

O velho conhecido Excel
O Excel é um programa de fácil utilização, que permite uma aprendizagem interativa e mais rica. As tabelas são compostas por linhas e colunas. Cada coluna representa uma letra e a intersecção entre uma linha e uma coluna é chamada de célula. A ferramenta é um convite para trabalhar qualquer área do conhecimento, já que contribui para o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade dos alunos. O seu uso deve priorizar desafios, favorecendo o dinamismo e a empatia.



O Excel é uma planilha eletrônica indispensável no mercado de trabalho e na Educação também. Ela permite organização, precisão e praticidade, envolvendo não somente a Matemática – que é mais associada à ferramenta, ser possível realizar cálculos simples e complexos, recursos para criação de planilhas através de fórmulas, funções, equações e gráficos.  Mas outras áreas do conhecimento também podem se beneficiar desses recursos (veja um exemplo no tópico “utilizando o Excel na prática”).

Entendendo o seu funcionamento
O editor de planilha facilita a criação e o desenvolvimento de fórmulas, por trazer algumas pré-definidas (que variam de cálculos simples a avançados) e também pode ser usado para lógica, trigonometria, aritmética condicionais entre outras. No menu, ao selecionar a opção “Fórmulas”, há um ícone chamado “pesquisa e referência”. le auxilia a funções e cálculos disponíveis.



Outro recurso interessante é a sua possibilidade de interface com outros programas e também com a web, disponível no menu “Dados”. Para exemplificar, ao selecionar, dentro desse menu,  a opção “Da web” é aberta uma tela no próprio programa, onde é possível selecionar uma página de referência e ou escrever sobre algum dado ou assunto a ser pesquisado que dando o aceite aparece na ferramenta em formato de tabela.  

Ele possibilita a professores e estudantes usufruir de recursos que tornam o processo de aprendizado mais produtivo, fomentando a exposição dos conteúdos e organização da rotina escolar ao produzir materiais didáticos. É possível também criar e exercitar a criatividade, por meio de recursos de textos, imagens, formas, instantâneos e de gráficos.



Utilizando o Excel na prática
O uso do Excel tem de ser desafiador, dinâmico, capaz de despertar o interesse e o crescimento intelectual. Nesse ponto, o programa permite inúmeras possibilidades de uso em diferentes níveis e ciclos de aprendizagem. Para exemplificar o seu uso, vamos tomar como referência uma aula de História, com o tema banalização da violência, conforme uma pequena sequência didática a seguir:

Objetivos: debater e refletir sobre o que pode ser considerado um ato de violência; reconhecimento de fontes e dados estatísticos para a produção de um gráfico.

Habilidades BNCC envolvidas: EF09HI35, EF09HI36.

Estratégias: inicie a aula conversando com os alunos o que eles conhecem sobre o tema. Na sequência peça para pesquisarem sobre o assunto, anotando dados que possam colaborar para traçar um panorama da violência. Os dados encontrados podem ser refletidos e debatidos através da letra da música do Gabriel, O Pensador, denominada “Bala Perdida”, que traz uma série de possibilidades para o tratamento dessa questão onde os estudantes se identificam com o seu estilo musical.

Atividades: com dados em mãos, explique a funcionalidade de gráfico no Excel. Peça para os alunos montarem os gráficos com os dados encontrados, conforme o exemplo a seguir. Esta atividade é importante para envolver os alunos com uma ação de reconhecimento da violência e também de aprofundamento. Os materiais gerados podem ser expostos e apresentados para outras turmas.

Os dados são do Ministério da Saúde e foram divulgados nesta terça-feira no Atlas da Violência 2018, publicado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Na sequência, cada grupo, deverá fazer um gráfico que represente os dados encontrados sobre a violência. Com a turma, explore os tipos disponíveis de gráficos e compartilhe com os estudantes. A partir dessa aula inicial, você pode dar outros desdobramentos à atividade, dependendo da intencionalidade e do objetivo da aula. É possível, por exemplo, propor um debate, enfatizar a importância de dados estatísticos ou promover uma campanha de combate à violência. 

E você, querido professor, como utiliza o editor de planilhas Excel em suas aulas? Compartilhe aqui nos comentários suas experiências, contribuindo para o trabalho de outros educadores.

Um abraço,

Débora Garofalo

Professora da rede Municipal de Ensino de São Paulo, Formada em Letras e Pedagogia, Mestranda em Educação pela PUCSP, colunista de Tecnologias para o site da NOVA ESCOLA. 

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