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Rossieli Soares: “Ensino Médio é um desastre”

Ao comentar resultados do Saeb, ministro da Educação disse que esta etapa do Ensino está “no fundo do poço”

POR:
Flavia Nogueira
O ministro da Educação, Rossieli Soares, e a presidente do Inep, Maria Inês Fini
O ministro da Educação, Rossieli Soares, e a presidente do Inep, Maria Inês Fini Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Educação, Rossieli Soares, afirmou nesta quinta-feira (30/08) que considera o Ensino Médio brasileiro “um desastre” em entrevista durante a divulgação dos dados do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), em Brasília.

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“O Ensino Médio revelado pelo Saeb 2017 é um desastre. O desempenho insuficiente dos nossos estudantes, edição após edição da avaliação, confirma a importância das mudanças que trouxemos com o novo Ensino Médio”, declarou.

O ministro já havia feito críticas e voltou a declarar nesta quinta-feira que o Ensino Médio do país está “absolutamente falido, está no fundo do poço”.

Em suas conclusões, o Saeb informou que, em termos de Ensino Médio, “a situação nacional encontra-se praticamente estagnada desde 2009".

Foram avaliados 1.459.747 estudantes da 3ª e 4ª séries do Ensino Médio no país inteiro e, segundo os dados compilados pelo Saeb, eles apresentaram nível 2 de Proficiência média em Língua Portuguesa e Matemática. Na avaliação de Matemática, cerca de 70% dos estudantes que participaram da prova apresentaram resultados insuficientes e o mesmo ocorreu em Língua Portuguesa. 

“Lamentavelmente os resultados não registram ganhos de aprendizagem das nossas crianças e jovens. O Saeb 2017 evidencia, mais uma vez, a urgência da implantação e do apoio a revolucionários programas iniciados pela Novo Ensino Médio, pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o Mais Alfabetização, e o Ensino em tempo integral, para citar só alguns. É desalentador o confronto com esses resultados”, declarou Maria Inês Fini, autora da Matriz de Referência do Saeb na década de 1990 e presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

No entanto, para a representante da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Andressa Pellanda, a melhor solução para o problema do Ensino Médio é colocar o Plano Nacional de Educação (PNE) como prioridade da política educacional de qualquer governo. Em entrevista à EBC, Andressa se mostrou pessimista em relação à BNCC.

"É uma Base Nacional Comum Curricular que vai se adequar ao que foi proposto na reforma do Ensino Médio. Tem diversos fatores que fazem com que o Ensino Médio seja ainda mais precarizado ao invés de ser um ensino que seja relevante em termos de indicadores educacionais. A reforma do Ensino Médio não é uma reforma que prevê realizar algum avanço", afirmou.

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Defasagem desde cedo

Segundo a Agência Brasil, Rossieli usou como exemplo uma questão aplicada na última Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) a estudantes de 8 anos, no 3º ano do ensino fundamental em 2016 para afirmar que a defasagem dos estudantes brasileiros começa cedo.

“Se o estudante não aprendeu a contar e a resolver este item, ele não consegue responder às questões no 5º ano e não consegue responder no Ensino Médio”, disse.

Para o ministro o Brasil precisa tomar a decisão certa “de priorizar a educação, em especial a educação básica”.

“Esses resultados são importantes para que os próximos governadores, juntamente com os prefeitos, para que todos se apropriem desses dados para gerar transformações para o país”, acrescentou.

Os resultados para os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental registraram melhoras em relação ao último Saeb, mas os estudantes ainda apresentam um nível insuficiente de aprendizado, com uma média de 258 pontos em português e matemática.

Os melhores resultados foram no 5º ano do Ensino Fundamental. Em Língua Portuguesa, os alunos tiveram um crescimento de 7 pontos em relação ao Saeb de 2015, chegando aos 215. Já em Matemática, estes estudantes evoluíram 5 pontos e alcançaram a marca dos 224.

 

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