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Como será a Alfabetização com a BNCC?

NOVA ESCOLA lança um guia exclusivo sobre os principais pontos propostos pela Base Nacional Comum Curricular para esta etapa

POR:
Pedro Annunciato
Foto: Getty Images

Alfabetizar até o 2º ou até o 3º ano? Aprender o be-a-bá ou usar as práticas reais de leitura e escrita? Esses são apenas dois exemplos das diversas polêmicas que envolveram a construção da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em relação à alfabetização. Discussões acaloradas nesta área não exatamente uma novidade, mas a Base trouxe à tona o debate e uma série de dúvidas na cabeça dos educadores, que terão que começar a colocar o documento em prática. Afinal, que tipo de alfabetização a BNCC propõe?

Para ajudar você a navegar pelos meandros do documento, NOVA ESCOLA traz um Guia dedicado ao assunto. Ao longo de dois meses, a equipe de jornalistas da publicação mergulhou na Base, com o auxílio da consultora Sônia Madi, pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) e uma das maiores especialistas em alfabetização no país.

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No guia, além de conteúdos que destrincham o texto da BNCC ponto a ponto, há sugestões de leitura para uso nas aulas, casos reais de professores que já atuam dentro das concepções, artigos e uma entrevista com Maria José Nóbrega,  professora de pós-graduação no Instituto Vera Cruz e assessora pedagógica dos planos de aula NOVA ESCOLA.

Veja os principais pontos e clique para saber mais:

1 A alfabetização deve ocorrer em dois anos
As crianças devem ser alfabetizadas em dois anos. O prazo-limite, com a BNCC, passa a ser o terceiro ano, quando o processo continua com mais foco na ortografia. A BNCC também mescla a perspectiva construtivista e a consciência fonológica.

2 Quatro campos de atuação devem ser contemplados
Quais textos usar durante a alfabetização? A BNCC defende que o texto — escrito, oral ou multimídia — seja o elemento central do trabalho. Os campos de atuação englobam os contextos onde as produções são feitas, mas sem limitação de gêneros específicos. Isso é para
 deixar de lado exercícios de repetição e textos que não existem para além da escola. Os quatro campos são: vida cotidiana, artístico/literário, estudo e pesquisa, e vida pública.

3 A Base propõe quatro práticas de linguagem
Compreender a estrutura do documento ajuda a planejar as aulas. Saiba como trabalhar as
 quatro práticas de linguagem: leitura/escuta, escrita, oralidade e análise linguística/semiótica.

4 Entra a consciência fonológica
O desafio que a Base  traz para o professor é o de aprender a articular as diferentes facetas da apropriação da língua escrita. Isso significa aliar o trabalho com as práticas sociais de leitura e escrita com momentos de aprendizagem do sistema de escrita alfabética. Saiba como trabalhar a consciência fonológica

É possível alfabetizar letrando
Sonia Madi, especialista no ensino da leitura e da escrita, fala como a BNCC, para ajustar som e sentido e inserir as crianças no mundo da escrita, propõe a integração de duas tendências no ensino. A Base também esclarece os conceitos de letramento e alfabetização.

6 Professor deve planejar momentos para que os alunos reflitam sobre o sistema de escrita alfabética
Maria José Nóbrega, professora de pós-graduação no Instituto Vera Cruz e assessora pedagógica dos planos de aula NOVA ESCOLA, explica quais as implicações dessa escolha para a prática em sala de aula e comenta outros desafios que a leitura do documento aponta.

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