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Matemática: 7 dúvidas sobre metodologias ativas e a BNCC

Sala de aula invertida, aprendizagem entre times e realização de projetos são algumas das opções disponíveis para os educadores

POR:
Naiara Albuquerque
Foto: Getty Images

Em tempos onde a tecnologia está cada vez mais presente, no cotidiano e também na sala de aula, como pensar em metodologias ativas que consigam prender a atenção dos alunos? E como alinhar isso com a nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC)? Essas são algumas das dúvidas respondidas durante o primeiro “aulão” de Matemática de NOVA ESCOLA, que contou com a participação de Maria Ignez Diniz, diretora do Mathema e assessora de diversas redes de ensino e Rodrigo Blanco, matemático e autor de materiais didáticos. Transmitido pelo Facebook, você pode assistir ao vídeo completa no final desta página. 

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1. Quando usar metodologias ativas em salas de aula
"A escolha dos recursos de ensino tem que ser feita de acordo com aquilo que o professor consegue fazer e aonde que ele quer chegar", afirma Maria Ignez Diniz em relação ao uso de metodologias ativas na escola. O professor pode usar em sua aula múltiplas metodologias, ativas ou não, para ensinar uma competência ou habilidade. Sala de aula invertida, aprendizagem baseada em problemas ou projetos são algumas das metodologias ativas que podem ser usadas no processo de ensino-aprendizagem de Matemática – e também outras disciplinas.

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2. Como planejar uma “aula diferenciada”
São muitas as formas de se planejar uma aula. A ideia da metodologia ativa, por exemplo, é fazer com que o aluno aprenda de forma autônoma um conteúdo. Buscar uma aula diferenciada pode ser mais trabalhoso, mas ajuda o aluno a apreender e também a criar mais ligações, segundo Rodrigo Blanco, matemático e consultor do Guia de Matemática de NOVA ESCOLA.

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3. O esforço produtivo do aluno
Realizar exercícios e provas, o chamado esforço produtivo do aluno, pode ser usado durante as aulas. O conteúdo e os exercícios devem ser feitos para ensinar habilidades e não apenas como instrumento para decoração de fórmulas e conceitos, diz Rodrigo Blanco.

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4. Aprendizagem baseada em projetos e trabalhos em grupo
A aprendizagem entre times, team based learning (TBL), é uma das metodologias ativas que podem ser usadas em sala de aula. A aprendizagem pode ser construída com grupos de discussão e até mesmo a partir da construção de um projeto da turma. Maria Ignez Diniz explica que realizou com seus alunos, a partir do entendimento da razão áurea e número de ouro, um projeto de fotografia em que o conceito pôde ser explorado durante o Fundamental 2. "Eles encontraram o número de ouro em Artes Plásticas, enquadramento de fotografia, em Arquitetura e depois construíram algo que tivesse relação com o conceito", citou a diretora do Mathema. Apesar de ser uma metodologia interessante, tanto Maria Ignez Diniz quanto Rodrigo Blanco chamam a atenção para um ponto: nem tudo deve ser baseado em projeto, já que cada habilidade pode ser aprendida com uma metodologia diferente.

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5. Uso de materiais durante o ensino
Para alunos do Ensino Infantil e Fundamental, pode ser útil utilizar materiais palpáveis e táteis. Segundo Maria Ignez Diniz, o aluno consegue visualizar melhor conceitos e, de fato, compreender o que ele está aprendendo. "Para alunos de classes mais avançadas entender a álgebra a partir de figuras [como o material dourado] é dar a ele uma ferramenta de compreensão de algo abstrato a partir do suporte visual", afirma.

6. Não esperar por uma metodologia ativa “salvadora”
"Não é o conteúdo que vai fazer grandes mudanças, mas a forma como um aluno recebe seu aprendizado que vai gerar uma mudança do ensino técnico para um ensino voltado para as habilidades", explica Maria Ignez Diniz. Para a diretora do Mathema, é importante que o professor alie suas habilidades e pense no objetivo a ser alcançado em cada aula. No caso do planejamento de aulas, a metodologia ativa pode ser importantíssima, mas quando bem desenvolvida e pensada. 

7. Qual o papel do professor nesse momento
"Essas metodologias todas são essenciais, mas é papel do professor essa escolha”, afirma Rodrigo Blanco. E completa: “O professor deixa de ser um expositor de conteúdo para ser quem vai determinar como essa aula vai funcionar e quais metodologias serão usadas". Diferentemente do modelo tradicional de aula, com a BNCC, o professor poderá buscar novas formas de planejar e dar aula de acordo com suas delimitações. Pensar como cada habilidade ou competência pode ser explicada com situações-problema e exemplos palpáveis pode ser um diferencial nesse momento.

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