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Em dia | Pesquisa


Por: Tory Oliveira

Quem topa o desafio de ser professor?

Levar professores com boas experiências para escolas vulneráveis é um dos caminhos para melhorar a equidade na Educação, segundo a OCDE

No Brasil, professores bem formados raramente dão aulas em escolas distantes das regiões centrais, com menos infraestrutura e alunos mais pobres. Há poucos incentivos para que docentes com experiência e boas práticas lecionem nessas instituições — começando pelas próprias condições de trabalho.

Duas pesquisas da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam, porém, que alocar docentes com mais formação e experiência em escolas vulneráveis é um bom caminho para melhorar a equidade do sistema educacional. Países como o Japão e a Coreia do Sul criaram estratégias nesse sentido, com bons resultados (leia no quadro ao lado).

Os estudos revelam também que, nas escolas com alunos mais pobres, a proporção de professores de Ciência com contratos mais precários, de até um ano, é cinco vezes maior do que o visto em escolas mais ricas, onde o índice fica em 4%. Nas vulneráveis é também mais comum que os docentes sejam obrigados a lecionar disciplinas científicas mesmo sem formação específica na área. Com isso, fica mais difícil que todos os alunos
recebam uma aprendizagem adequada. Para Andreas Schleicher, da OCDE, seria possível transformar as desigualdades em oportunidades caso as políticas públicas canalizassem os professores de alto nível para as escolas mais desafiadoras, em vez de apenas contratar mais docentes.

O QUE É SER PROFESSOR NO BRASIL

Baixos salários e desvalorização são entraves

Exemplo asiático

As estratégias para levar docentes qualificados para onde mais se precisa deles

JAPÃO


Nesse país, os professores são transferidos de escola periodicamente ao longo da carreira. A ideia é garantir que todas as escolas acessem professores eficazes, além de equilibrar a quantidade de docentes novatos e experientes.

COREIA DO SUL

A rotatividade é obrigatória e ocorre a cada cinco anos. Há incentivos para os que escolhem as escolas com mais necessidades: aumento salarial, menos alunos por sala, possibilidade de progredir na carreira e liberdade de escolher a escola na rotação seguinte.