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01 de Setembro de 2008 Imprimir
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Inês Prates Galindo Borges - Educadora Nota 10

Marília (SP) - Ciências

Por: Anderson Moço
A professora Inês: estímulo à pesquisa científica. Foto: Marcos Rosa
A professora Inês: estímulo à pesquisa científica. Foto: Marcos Rosa
Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10

"1, 2, 3 olhando para a Inês", canta a professora Inês Prates Galindo Borges, sem levantar a voz. Ao comando, os 35 alunos de 5 e 6 anos cumprem o combinado, interrompem o burburinho e fazem silêncio, ansiosos pela próxima fala da professora. Foi numa situação dessas que, no início do ano, Inês apresentou à turma um problemão. O que fazer com as pilhas usadas nos brinquedos, controles remotos e aparelhos eletrônicos domésticos?

Na Escola de Educação Básica e Profissional Fundação Bradesco, em Marília (SP), a 443 quilômetros da capital, a reciclagem é um princípio e o destino correto do lixo é ensinado desde as séries iniciais. Os pequenos abraçam a idéia com fervor e realmente separam tudo. Quando perceberam que as pilhas não eram recicladas e que jogá-las no lixo podia gerar uma série de problemas ambientais, ficaram tomados pela curiosidade: o que acontece com as pilhas? Por que elas fazem mal quando colocadas no lixo comum? O que podemos fazer para evitar que as pessoas cometam esse erro? Em vez de trazer respostas prontas e uma visão moralista, a professora Inês deu início a um projeto de pesquisa científica.

Primeiro, levou uma série de textos informativos e os leu para a turma. Com uma linguagem adulta, esses escritos precisavam ser interpretados e discutidos com a mediação da professora. Aos poucos, os alunos foram aprendendo como as pilhas prejudicavam a natureza e a saúde. Para fixar ainda mais os conceitos, Inês levou para a sala de aula uma projeção que mostrava como é uma pilha por dentro, com os nomes científicos de cada parte. Depois, levou todo mundo para o laboratório e mostrou a cada um a aparência das pilhas abertas. Os alunos observaram como eram aqueles produtos químicos a que tinham sido apresentados há pouco e entenderam exatamente por onde eles vazam quando o material é jogado no lixo.

Hoje, é admirável a riqueza de detalhes das explicações das crianaças quando perguntamos a elas sobre o assunto. Cádmio, chumbo e mercúrio viraram nomes corriqueiros. E fazem parte, é claro, dos motivos pelos quais não devemos descartar pilhas e baterias no lugar errado.

1, 2, 3, nota 10 para a Inês.

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