6 projetos de aprendizagem criativa para levar para a sala de aula

Confira uma seleção de atividades para trabalhar tecnologia com papelão e palito de sorvete, mão na massa com mão na terra e programação com soluções para a comunidade local

POR:
Laís Semis
Crédito: Andrew Neel/Unsplash

Está buscando referências para desenvolver um projeto diferenciado com a sua turma? Selecionamos seis práticas desenvolvidas pela Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa que podem inspirar o seu planejamento e deixar a aula mais divertida. A Rede é um espaço de troca e desenvolvimento de projetos inovadores para sala de aula e espaços não-formais de aprendizagem. O projeto, ligado ao MIT Media Lab (do Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e apoiado pela Fundação Lemann (mantenedora de NOVA ESCOLA), é voltado para implantação de abordagens educacionais mais “mão na massa”. Além de educadores, a Rede inclui pesquisadores, empreendedores, organizações, pais e alunos. Os projetos têm como princípio experimentação, criatividade, colaboração e engajamento. Confira abaixo nossa seleção:

Games contra a doença de Parkinson: idealizado pelo Educador Nota 10 Greiton Toledo de Azevedo, o projeto nasceu como uma forma de proporcionar atividades mentais e físicas aos idosos com a doença Parkinson que se encontram em hospitais – quase como uma fisioterapia. O projeto, realizado em uma escola pública, uniu Matemática e programação para criar jogos. Além de disponibilizar quatro jogos criados pelos alunos de Greiton, há o passo a passo do trabalho realizado pelo professor. O projeto pode ser aplicado para os anos finais do Fundamental e também Ensino Médio com a intenção ajudar a despertar soluções locais à comunidade.

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Seed Lab – alunos produzindo tecnologia: o Seed Lab é um projeto da Secretaria de Educação do Paraná focado no desenvolvimento de tecnologias pelos próprios alunos. Apesar do projeto desenvolver experimentos com programação e circuitos eletrônicos, por exemplo, o grande sucesso das exposições em que o grupo participa é o braço robótico hidráulico, feito de papelão e palitos de sorvete. Nesta construção, os professores podem explorar diferentes conceitos de sua disciplina, como grandezas e medidas, mecânica, estática, textos instrucionais, revolução industrial e arte cinética. Neste link, você encontra o guia de produção para desenvolver o produto e conhece um pouco mais do trabalho do Seed Lab.

Braço robótico hidráulico desenvolvido no projeto paranaense Seed Lab. Crédito: divulgação/Seed Lab

Uma feira de ciências de verdade ao alcance de todos: o desenvolvimento da proposta reuniu professores potiguares da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) e do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN). Levando em conta que as feiras de Ciências escolares costumam apresentar mais resultados de pesquisas e trabalhos demonstrativos baseado em projetos de terceiros, o grupo trouxe a proposta de organização de uma feita voltada ao que realmente deveria ser o foco: apresentação de investigações científicas desenhadas pelos próprios alunos. A proposta usa a Metodologia Científica ao Alcance de Todos (MCAT), incentivando o despertar da criatividade e curiosidade.

Vamos montar insetos eletrônicos?: educadores e designers se reuniram para desenvolver uma proposta de circuito e criar estruturas que vibram e se deslocam no chão. O projeto usa o ScopaBits, um kit de baixo custo que permite o desenvolvimento de projetos com componentes eletrônicos e materiais cotidianos.  É possível montar seu próprio kit por menos de 20 reais ou comprar um já pronto. Com ele é possível trabalhar, por exemplo, circuito elétrico, polaridade, lixo reciclável, materiais condutores e isolantes.

Exemplos de insetos eletrônicos que podem ser montados com o kit. Crédito: divulgação/ScopaBits

Um robô criado com a turma: este também é um outro projeto para desenvolver um projeto de programação e robótico a baixo custo (cerca de 40 reais). A proposta é de Claudio Olmedo, empreendedor e empresário de hardware educacional e pode ser usado em todos os anos do Fundamental e Ensino Médio. Aqui, você encontra a lista de materiais necessários e o passo a passo para desenvolvê-lo com a turma.

Uma horta na escola: projeto de horta só funciona para os pequenos? De jeito nenhum! Nessa atividade, os alunos do Fundamental 2 e Ensino Médio são convidados a transformar ou revitalizar áreas improdutivas da escola. Além disso, o desenvolvimento desse trabalho visa fomentar hábitos de alimentação saudável, potencializar saberes coletivos e fortalecer os laços sociais entre escola, família e comunidade. A inciativa do projeto “Orgânicos na Escola” é de um grupo de educadoras mineiras.

Não encontrou um projeto para sua etapa de ensino ou disciplina? Não deixe de conferir o nosso banco completo de práticas inspiradoras! Há atividades sobre inclusão, gênero, alfabetização, tecnologia, Educação Infantil, Arte, Ciência, Geografia, História, Língua Portuguesa, além das realizadas pelos Educadores Nota 10. Todas as práticas são gratuitas mediante cadastro.

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