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10 de Abril de 2018 Imprimir
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Base do Ensino Médio: o caminho até a sala de aula

Entenda quais são os próximos passos até o documento se tornar realidade no dia a dia da escola

Por: Laís Semis

Atualizada em 11/04/2018 às 13h

Foto: Getty Images

O documento que guiará os currículos comuns de todas as escolas de Ensino Médio do país – a Base do Ensino Médio – avança em direção à sala de aula, mas ainda tem várias etapas a cumprir. Entenda o histórico da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Médio e tire suas dúvidas sobre o processo de implementação nas escolas.

1. A versão apresentada pelo MEC é a final?
Não. Esta é a terceira versão do texto, mas ela ainda deve passar por ajustes. A primeira versão do documento foi publicada em setembro de 2015. Ela passou por consulta pública online entre outubro de 2015 e março de 2016. A partir das indicações reunidas e avaliação feita por especialistas envolvidos na redação do documento, uma outra versão foi apresentada em maio de 2016. As discussões da Base do Ensino Médio foram paralisadas por conta da reforma da etapa (Lei nº13.415). Enquanto isso, o texto da Base da Educação Infantil e Ensino Fundamental foi apresentado em abril de 2017 e aprovado em dezembro.

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2. Quem define quais serão os ajustes?
A MEC entregou a Base para o Conselho Nacional de Educação (CNE). É o Conselho que irá propor os ajustes no texto. Esses ajustes são definidos a partir de contribuições de especialistas, educadores, institutos, fundações e sociedade civil. Para reunir as sugestões, o CNE fará cinco audiências públicas entre os meses de maio e agosto. A rodada é consultiva – o que significa que o conselho não tem obrigação de fazer todas as alterações sugeridas. O calendário das audiências já foi definido:

11/05 - Florianópolis (SC)
08/06 - São Paulo (SP)
06/07 - Fortaleza (CE)
10/08 - Belém (PA)
29/08 - Brasília (DF)

3. Depois de consolidar as sugestões de alterações, o que acontece com o texto?
O conselho deve gerar um texto com suas indicações de alterações na Base do Ensino Médio. Se o órgão trabalhar no mesmo ritmo da BNCC da Educação Infantil e Ensino Fundamental, dois meses após o término das audiências, o texto estará disponível para votação pelo CNE. A votação acontece em uma audiência pública, em que as duas comissões (a de Educação Básica e de Educação Superior) votam pela aprovação ou não do documento. Nesse processo, é possível que os conselheiros peçam mais tempo para analisar determinados pontos do texto que acreditam não estar claros ou que ainda precisam de alteração (os chamados pedidos de vista). Além disso, o CNE é responsável por instituir orientações legais para a implantação da Base. Há a possibilidade de a resolução publicada para a Educação Infantil e Ensino Fundamental ser atualizada para o Médio ou que uma nova resolução seja construída especificamente para a etapa. “Creio que nós devemos ter uma resolução diferenciada. Mas ainda é cedo para falar disso”, diz Eduardo Deschamps, secretário estadual de Santa Catarina e presidente do CNE.

4. A aprovação do CNE é a última instância pela qual passa o documento?
Com a aprovação da maioria do Conselho Nacional de Educação, o documento será encaminhado ao Ministro da Educação - cargo ocupado atualmente por Rossieli Soares. Ele é o responsável pela homologação. Só então o documento ganhará força de lei. Durante sua posse, o Ministro afirmou que espera aprovar a Base ainda neste ano.

5. E o que acontece depois que ela virar lei?
É aí que começa o processo de implementação. Para que a Base se torne conteúdo em sala de aula, é preciso que os currículos sejam reformulados levando em consideração as indicações trazidas pela BNCC. Para acompanhar essa mudança, os livros didáticos e avaliações externas também passarão por uma revisão, bem como a formação inicial e continuada dos professores.