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01 de Outubro de 2009 Imprimir
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Os jacarés do Pantanal ainda estão em extinção?

Espécies em extinção

Por: Renata Costa
Jacarés na beira do rio que passa pela Fazenda Barra Mansa, na Serra da Bodoquena, Pantanal. Foto: Ichiro Guerra/ Agência: Fund. Tur. Mato Grosso do Sul/Divulgação
Jacarés na beira do rio que passa pela
Fazenda  Barra Mansa, na Serra da
Bodoquena, Pantanal. Foto: Ichiro Guerra
Agência: Fund. Tur. Mato Grosso do Sul

A situação dos jacarés tem melhorado ao longo dos anos, segundo Zilca Campos, ecóloga e pesquisadora da Embrapa Pantanal. De acordo com os levantamentos aéreos realizados por sua equipe, existem 3 milhões de jacarés adultos nos mais de 140 mil km2 de área ocupada pelo Pantanal. Isso significa que a população está estável e não corre risco de extinção.

"Até o início da década de 1990, o maior problema era a caça clandestina. Cerca de um milhão de peles de jacarés da região eram vendidas por ano, principalmente para o exterior", comenta a especialista. Quando houve diminuição da demanda nos países que compravam a mercadoria - por conta de maior vigilância de grupos ecológicos - a caça predatória foi diminuindo e hoje é praticamente inexistente. Além disso, os compradores passaram a exigir "certificação" da pele, só adquirindo aquela de animais de criatórios, não mais da natureza.

Hoje, a pesquisadora diz que a caça existe, mas é menor. "Acontece mais por parte de pescadores que querem comer a carne ou oferecer aos turistas", explica. Nesse caso, costuma-se arrancar o rabo e deixar o jacaré morrer.

O maior problema que esses répteis têm enfrentado é a seca. Desde o ano 2000, houve diminuição das chuvas na região, prejudicando o ciclo das famosas "cheias" do Pantanal. "O jacaré sofre com a falta de água, porque isso afeta a fecundidade e dificulta a sobrevivência dos filhotes", diz Zilca. Ainda assim, a pesquisadora afirma que o local continua sendo um lugar privilegiado para a espécie.

O jacaré pantaneiro mede até 2,5 m de comprimento e se alimenta principalmente de peixes.

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