Enem 2018: veja o que muda nas provas deste ano

As provas estão marcadas para os dias 4 e 11 de novembro

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NOVA ESCOLA
Candidatos durante prova do Enem   Foto: Arquivo/Agência Brasil

Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 terão cinco horas para fazer a prova que traz conteúdos de Ciências da natureza e Matemática no segundo dia – meia hora a mais do que no primeiro dia. As provas continuarão acontecendo aos domingos e estão programadas para os dias 4 e 11 de novembro.

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Publicado na manhã desta quarta-feira (21) no Diário Oficial da União, o edital traz outras informações. A primeira prova trará conteúdos de Linguagens, Ciências Humanas e Redação terá cinco horas e meia.

As inscrições serão realizadas das 10h do dia 7 de maio às 23h59 de 18 de maio deste ano. A taxa de inscrição foi mantida em R$ 82 e o pagamento deverá ser feito entre os dias 7 e 23 de maio.

A partir deste ano, os candidatos que quiserem solicitar isenção de taxa devem fazer isso com antecedência, entre os dias 2 e 11 de abril, na Página do Participante. Serão considerados isentos os estudantes que estejam cursando a última série do Ensino Médio neste ano em escola da rede pública, ou que tenham completado todo o Ensino Médio em escola da rede pública ou como bolsista integral na rede privada e tenha renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio.

A isenção pode ser pedida também por candidatos que declararem estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica, por serem membros de família de baixa renda e que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais. Neste ano, também são isentos os participantes do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) do ano passado.

Os estudantes com direito à isenção que faltaram às provas em 2017 terão de justificar a ausência também entre os dias 2 e 11 de abril, se quiserem fazer o Enem 2018 sem pagar a inscrição.

Segurança
O processo de revista eletrônica nos locais de prova vai incluir este ano os artigos religiosos: o aplicador das provas poderá checar itens como burca e quipá, de acordo com o edital do Enem. Quem não permitir a revista poderá ser eliminado.

Imprevistos
Segundo o edital deste ano, o participante afetado por problemas logísticos durante a aplicação poderá solicitar reaplicação do exame em até cinco dias úteis após o último dia de aplicação. Os casos serão julgados individualmente pela Comissão de Demandas.

No ano passado, cerca de 3,5 mil estudantes tiveram que refazer as provas em outra data por problemas como falta de energia nos locais do exame.

Direitos Humanos
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) retirou do edital o item que determinava que a redação que desrespeitasse os direitos humanos teria nota zero. No ano passado, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região determinou a suspensão da regra que previa a anulação da redação que violasse os direitos humanos.

Os resultados do Enem poderão ser usados em processos seletivos para vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), para bolsas de estudo em instituições privadas, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e para obter financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Fies

Após o anúncio do Enem 2018, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que o problema técnico enfrentado pelos candidatos aprovados no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) está resolvido. Muitos reclamaram de problemas para emissão de documento essencial para a inscrição. Segundo o MEC, todas as inscrições podem ser validadas após os ajustes técnicos que foram feitos no site do programa.  

O novo Fies tem duas modalidades:

- Fies: Candidatos cuja renda familiar per capita seja de até 3 salários mínimos. Nesse tipo de financiamento, o pagamento será feito com juros zero. Caso o estudante se encaixe nessa faixa de renda, só poderá participar do P-Fies se não houver vaga para o curso desejado na primeira modalidade.
- P-Fies: Candidatos cuja renda familiar per capita esteja entre 3 e 5 salários mínimos. Nessa modalidade, o financiamento é feito por condições definidas pelo agente financeiro operador de crédito (banco).

Prejuízo

Nas últimas cinco edições do Enem, 11.494.312 candidatos inscritos faltaram às provas. De acordo com o Ministério da Educação (MEC), essas abstenções representaram um prejuízo de quase R$ 1 bilhão. Na última edição do exame cada estudante custou R$ 87,54. O custo total do Enem 2017 foi de R$ 669.979.886, sendo que o órgão teve que arcar com R$ 505.530.642.

Foram recebidas mais de 6,7 milhões de inscrições no Enem 2017, mas 2.017.253 faltaram às provas e, dentre esses, 83,8% eram isentos. Vale ressaltar, segundo o MEC, que, dos 222.132 participantes que eram ausentes reincidentes, 92,78% eram isentos. Outro dado é que o prejuízo total com os faltantes foi de R$ 176.590.328.

 

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