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Ensino híbrido: conheça o conceito e entenda na prática

POR:
NOVA ESCOLA

Duas mulheres de costas, uma de pé e outra sentada, olham a tela de um computador (Crédito: Diogo Moreira/A2 FOTOGRAFIA)

Olá, educador!

Como inovar no modelo tradicional de ensino e transformar os alunos em protagonistas do próprio aprendizado?

O ensino híbrido, ou blended learning, é uma das maiores tendências da Educação doséculo 21, que promove uma mistura entre o ensino presencial e propostas de ensino online – ou seja, integrando a Educação à tecnologia, que já permeia tantos aspectos da vida do estudante.

Mas engana-se quem pensa que basta colocar computadores na escola e deixar os estudantes ali sem qualquer orientação. Como bem definiu a especialista Lilian Bacich em um debate sobre o tema promovido pela Geekie (e disponível aqui), “o ensino híbrido é uma mistura metodológica que impacta a ação do professor em situações de ensino e a ação dos estudantes em situações de aprendizagem”. A adoção do ensino híbrido em um nível mais profundo exige que sejam repensadas a organização da sala de aula, a elaboração do plano pedagógico e a gestão do tempo na escola. Dessa forma, acrescenta Lilian, que também é coordenadora do curso online sobre ensino híbrido do Instituto Península e da Fundação Lemann que eu já indiquei nesta coluna, “o papel desempenhado pelo professor e pelos alunos sofre alterações em relação à proposta de ensino tradicional e as configurações das aulas favorecem momentos de interação, colaboração e envolvimento com as tecnologias digitais”.

Mas como essas alterações acontecem na prática?

 

A rotação de laboratório

No Brasil, uma das maneiras mais comuns da adoção do ensino híbrido é por meio da chamada rotação de laboratório (ou lab rotation, em inglês), na qual são combinados momentos na sala de aula e no laboratório de informática, com conteúdos complementares. Assim, para uma disciplina, o estudante pode passar a primeira aula em um laboratório de informática usando recursos online para o primeiro contato do tema. Na aula seguinte, com a ajuda do professor e em companhia dos colegas, ele pode aprofundar o que aprendeu e aplicar os conceitos, desenvolvendo projetos, debatendo o assunto, trabalhando exercícios de contextualização, tirando dúvidas, entre outras atividades.

Desta forma, o aluno é estimulado a pensar criticamente, a trabalhar em grupo e a ver mais sentido no conteúdo. Ele assume a posição de protagonista e tem mais chances de aprender da maneira que melhor funciona para ele. Já o professor ganha um papel mais próximo ao de um mentor que guia esse processo de busca pelo conhecimento e, com a diminuição da carga de aulas expositivas, ele tem mais tempo para dar atenção personalizada às necessidades dos estudantes e acompanhar de maneira mais próxima evolução deles.

Esse é o método adotado por várias escolas em todo o Brasil que usam o Geekie Lab, uma plataforma que reúne conteúdo de todo o Ensino Médio e o disponibiliza em mais de 600 aulas com vídeos, textos e exercícios. A plataforma, por si só, não garante que a escola passe a adotar o ensino híbrido, mas é uma facilitadora desse processo ao permitir que o aluno encontre ali o que precisa para ter uma visão geral sobre o tema e possa aprender no seu ritmo, sem depender somente da explicação do professor.

É o caso da EE Profª Etelvina de Góes Marcucci, em Paraisópolis, zona Sul de São Paulo. Graças a uma doação de netbooks, a escola vem implantando dinâmicas de ensino híbrido que seguem esse modelo. “Reservo uma das minhas duas aulas semanais de Física para usar o Geekie Lab com meus alunos. Na primeira, eu indico o tópico que eles devem estudar pela plataforma e na segunda nós exploramos o assunto juntos”, conta o professor William Ulysses da Silva. “Isso é um grande avanço. Como os alunos são muito envolvidos com tecnologia, é algo que chama mais a atenção deles. São novas oportunidades para aprender”, completa.

 

O Projeto Gente

Outro exemplo de aplicação do ensino híbrido acompanhado pela Geekie, este em processo mais avançado, é o Projeto Gente (sigla de Ginásio Experimental de Novas Tecnologias Educacionais), iniciado em 2013 na EM André Urani, na Favela da Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro. A escola, sem paredes, abriga espaços onde alunos de diferentes idades são agrupados em times de acordo com seus interesses e características acadêmicas e emocionais, entre outras – embora sejam matriculados nas séries convencionais determinadas pela legislação.

Ali, os professores têm a missão de supervisionar o aprendizado dos times. A rotina escolar se divide entre atividades de mentoria, que ocupam 60% da grade, e os laboratórios de aprendizagem, com atividades mais parecidas com as aulas tradicionais. A plataforma da Geekie traz os conteúdos organizados em uma sequência didática consistente e possui avaliações diagnósticas que norteiam o trabalho do professor, permitindo-lhe mapear fragilidades e pontos fortes de cada aluno, e acompanhar sua evolução.

E você, educador, acha que esse modelo funcionaria na sua escola? Conhece outras experiências de ensino híbrido? Compartilhe conosco!

Um abraço,
Claudio Sassaki

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