São Paulo terá primeira versão de currículo em maio

Construção será feita em regime de colaboração entre estado e municípios que demonstrarem interesse em participar

POR:
Laís Semis
Ilustração: Getty Images

6 de março - o Dia D - foi a data referência estipulada pelo Ministério da Educação (MEC) para mobilização nacional de discussão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) nas escolas e secretarias. Em São Paulo, as redes públicas decidiram focar em um evento online formativo para apresentar informações sobre o documento e o plano de trabalho para os próximos meses. O foco será a construção dos currículos alinhados à Base e a proposta é que sejam feitos de forma colaborativa. “Não existe a obrigatoriedade de se criar um currículo único para o estado. Os municípios poderão fazer seus próprios, mas nosso convite é que possam contribuir para essa construção”, afirmou Maridalva Oliveira Amorim Bertaci, coordenadora estadual de São Paulo da BNCC da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), durante o evento.

O plano de implementação para São Paulo inclui uma ação de mobilização para que os municípios compartilhem os currículos vigentes e o interesse das secretarias na participação. “Queremos que a versão inicial do currículo contemple a identidade trazida por essas contribuições que recebermos”, explicou Jane Rúbia Adami da Silva, coordenadora estadual da BNCC. A versão preliminar é esperada para maio e deverá ser aperfeiçoada nos meses seguintes. “Entendemos que a participação do maior número de pessoas contribuirá para que fique mais completo e o processo, mais democrático”, disse.

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A sistematização de interesse em participar será feita a partir de uma pesquisa na qual os municípios responderão questões sobre o currículo em vigência, se é próprio ou não, e se desejam compartilhá-lo. O convite também é aberto às redes particulares com interesse em colaborar, mesmo que não optem por fazer uso dele.

Apesar de 6 de março ser a data de referência das discussões da BNCC, estas devem acontecer ao longo do ano todo. Para apoiar as escolas que ainda não entraram nessa pauta ou gostariam de se aprofundar em temas como Educação Infantil e componentes curriculares do Ensino Fundamental; planejamento de sala de aula à luz das competências gerais, campos de experiências, objetivos de aprendizagem e desenvolvimento de habilidades; e como as competências do aluno e do professor se dão na prática, o MEC criou um material de apoio aos gestores escolares. “Esses roteiros atendem com propriedade o processo inicial de debate”, diz Jane. A sugestão do grupo é começar pelo roteiro de competências gerais e depois ir desdobrando para os roteiros mais específicos. “A ideia é que a gente fortaleça mais esses estudos sobre o documento para que os gestores possam qualificar as discussões nas escolas”. Saiba como organizar sua escola para as discussões da Base a partir dos roteiros aqui.

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