Aproveite as férias para fazer a manutenção dos equipamentos de informática da escola

| Tecnologia em sala de aula

Foto: Shutterstock

A escola vazia é ideal para algumas ações de manutenção do espaço escolar que não podem ou são mais difíceis de acontecer com a rotina de aulas e a presença dos alunos. A sala de informática é um desses ambientes.

A limpeza e a manutenção programada também colaboram para que o patrimônio da escola seja conservado da melhor maneira possível. Por isso, cabe à equipe gestora organizar um cronograma para que esses serviços aconteçam periodicamente.

Preparei algumas dicas para ajudá-los a pensar tudo o que precisa ser feito e como organizar as tarefas para que quando as aulas voltarem tudo já esteja em ordem!

  • Gerencie a capacidade de armazenamento dos equipamentos de uso coletivo

Imagens, vídeos e áudios são arquivos que ocupam muito espaço e isso influencia no desempenho dos equipamentos de uso coletivo, como computadores e tablets. Uma opção é salvá-los em serviços de hospedagem na nuvem. Alguns deles, como Dropbox, OneDrive, GoogleDrive, Box e iCloud, tem versões gratuitas. Outra opção é fazer o armazenamento em suportes físicos como DVDs e HD externos. Aproveite também para deletar o histórico de navegação e os arquivos temporários de cada máquina, além de softwares que não serão mais usados.

  • Salve as produções dos alunos

As atividades realizadas pelos alunos são importantes registros do desenvolvimento deles. Retomá-las periodicamente é um excelente exercício reflexivo sobre o quanto avançaram no uso de recursos tecnológicos. Vale incluir a organização dessas produções no planejamento pedagógico do professor. O CD ou o DVD resultante desse processo pode ser incluído no acervo da biblioteca da escola.

  • Verifique a política de manutenção de equipamentos da Secretaria de Educação

Antes de tentar reparar alguma máquina que esteja apresentando defeito, busque informações junto às redes. Algumas delas mantêm contratos com empresas para a manutenção das máquinas, o que impede que elas sejam abertas por funcionários da escola, por exemplo, para a melhoria dos hardwares (as partes concretas como o gabinete, o teclado, o disco rígido e a memória). Os equipamentos recebidos por meio do Proinfo, do Ministério da Educação (MEC), também precisam seguir regras específicas, que podem ser encontradas aqui.

A troca dos cabos de rede, por sua vez, pode ser feita pela própria escola. Eles são comprados prontos, de acordo com a metragem necessária. A única recomendação é que o responsável pela mudança do cabeamento saiba fazer um processo conhecido como crimpagem, que exige um alicate específico para desencapar os fios e encaixá-los ao conector. Tutoriais em vídeos ajudam nessa tarefa. Veja um exemplo:

  • Faça a limpeza dos aparelhos

Os funcionários normalmente têm receio de manipular os equipamentos por receio de danificá-los, mas basta ficar longe de materiais corrosivos. A limpeza externa deles é simples. Para o mouse, por exemplo, basta um pano macio, água e detergente. Os mesmos produtos podem ser usados na limpeza dos cabos e do gabinete. Já o teclado vale dar uma sacudida, eliminando parte da sujeira acumulada entre as teclas. Um cotonete, uma escovinha macia ou um aspirador de pó podem complementar o trabalho. Antes de começar a limpar o monitor, desligue-o para enxergar as manchas. O pano seco, muitas vezes, basta. Se necessário, é possível umedecê-lo com água destilada, nunca com álcool. Vale lembrar que é preciso manter uma rotina de limpeza de todos esses componentes.

  • Organize uma oficina de informática com os funcionários da escola

As férias podem ser um ótimo momento para que a equipe de limpeza se aproprie da tecnologia da perspectiva de usuário. No encontro, vale eles contarem, por exemplo, sua relação com o universo digital e as curiosidades que têm sobre os equipamentos disponíveis na escola. Convide os alunos, pais ou outros funcionários para serem voluntários de uma oficina em que eles possam produzir ou fazer algo do interesse deles: uma carta, um e-mail, uma playlist, um vídeo, um programa de rádio ou uma pesquisa.

Gostou das ideias? Na sua escola tem alguma outra etapa que não foi incluída acima? Conte para a gente e compartilhe com os colegas as boas práticas de conservação do patrimônio.

Até o próximo mês,

Jane Reolo


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Ferramenta gratuita para fazer desenho animado e discutir Matemática

| Dica de site

A matemática também está nas animações do cinema. Crédito: reprodução.

Conteúdos matemáticos são essenciais para transformar desenhos estáticos em imagens em movimento. Na plataforma Pixar in a box, é possível compreender de que forma parábola, ponto médio, interpolação linear, algoritmos, análise combinatória, escala e rotação são usados para a criação das animações da Pixar, empresa que já fez filmes como Toy Story, Monstros S.A. e o recente Procurando Dory.

A plataforma oferece vários vídeos gravados nos próprios estúdios da Pixar. Profissionais que trabalharam na criação dos filmes explicam como realizaram seus desenhos (por exemplo, como deixam a grama de uma paisagem com aparência real e com movimento) e quais conhecimentos utilizaram. E seus alunos, depois de cadastrados no site, começam por uma atividade de design de animações que não requer conhecimentos matemáticos avançados. Na sequência, poderão acessar vídeo-aulas que explicam o conceito matemático envolvido e realizar exercícios específicos sobre diversos temas, como média ponderada de dois e de três pontos, subdivisão e interpolação linear. Para avançar nos problemas matemáticos propostos, o aluno precisa acertar as respostas, mas caso tenha dificuldade é possível pedir dicas que são oferecidas pelo próprio ambiente. Logo após, eles aplicam o que aprenderam para criar pequenas animações.

Essas atividades estão divididas em cinco tópicos, cada um deles relacionados ao passo-a-passo necessário para a criação de uma animação: modelagem de ambiente, modelagem de personagens, animação, multidões e renderização (processo utilizado para obter o produto final de um processo digital). E não precisa saber desenhar! Todos esses tópicos são digitais e feitos apenas com os recursos oferecidos online.

Se você preferir esquecer o computador e usar bloco de anotações, lápis e borracha, também é possível praticar a arte da animação. Veja como neste link.

Antes de começar os trabalhos, realize um cadastro gratuito aqui (na parte superior da página, clique em “Quero ver o site em português”) e indique que seus estudantes também se registrem. É possível adicioná-los ao seu perfil para acompanhar o desempenho coletivo e individual nas atividades.

Esperamos que vocês tenham gostado das dicas! Se você já trabalhou na ferramenta com os seus alunos, conte nos comentários a sua opinião e a da turma.
Até mais,
Nairim Bernardo


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O relatório gerencial do Enem está disponível na internet e pode te ajudar muito

| Dica de site, Enem

Foto: Shutterstock

Olá, educador!

As férias de julho estão chegando e, para os alunos, esse é o momento de recarregar as energias. Já para nós é hora de avaliar o que foi feito no primeiro semestre e planejar as ações para os próximos meses. Quanto mais concretos forem os dados em que a escola se baseia ao elaborar seu plano de ação, maiores as chances de sucesso.

As avaliações externas ajudam nesse sentido, já que apresentam informações que podem ser comparadas em nível nacional. Um dos principais exemplos é o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). É verdade, resultados dessa prova são usados para fomentar um ranking, por meio do qual as escolas bem colocadas se autopromovem. O Enem que se tornou ferramenta de marketing de muitas instituições de ensino: boas posições no ranking são colocadas em outdoors e a média geral da escola já é levada em conta até para matricular os filhos na Educação Infantil. Entretanto, premiar ou punir nunca deveria ser o propósito final de uma avaliação. Elas devem informar e, acima de tudo, apontar caminhos a seguir.

Levando isso em conta, este ano, o Ministério da Educação (MEC) e o Serviço Social da Indústria (Sesi) lançaram o programa Hora do Enem que levou para as escolas públicas e particulares uma ferramenta poderosa de avaliação formativa.

Agora, além dos quatro simulados preparatórios para o exame, que estão disponíveis gratuitamente e online aos estudantes brasileiros, todo diretor pode acessar um relatório gerencial com os resultados de sua instituição de ensino. Em parceria com o Geekie Games, realizador desses simulados, o MEC está entregando às escolas uma série de informações para que ela se situe no cenário educacional do país: a média geral e em cada uma das quatro áreas de conhecimento avaliadas pelo Enem, a comparação com a média nacional, estadual e o número de alunos alunos que realizaram a prova. Os relatórios podem ser acessados aqui.

O objetivo, com esses dados, é dar a gestores e professores a oportunidade de, em tempo hábil, identificar lacunas na aprendizagem dos alunos e planejar as intervenções necessárias até a avaliação oficial, em novembro.

Espero que esse recurso seja valioso para a escola e para os alunos!

Um abraço,

Claudio Sassaki


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Leve as Olimpíadas para dentro da sala de aula

| Sala de aula, Sem categoria

Ilustração: Camaleão

Olá, educadores,

O que parecia distante já está para acontecer: os Jogos Olímpicos de 2016 estão chegando! De 3 a 21 de agosto, a cidade do Rio de Janeiro será o palco de disputas de 42 modalidades esportivas. De 7 a 18 de setembro é a vez de 24 modalidades paralímpicas.

Muitos professores e estudantes estão ansiosos para assistir aos jogos, mas a pergunta é: como a escola pode usar esse momento para promover o aprendizado? Reunimos diversos conteúdos de NOVA ESCOLA e links exclusivos do site NOVA ESCOLA CLUBE sobre o maior evento esportivo do mundo para você trabalhar com a turma em todas as disciplinas. Clique nos títulos abaixo e aproveite!

Língua Portuguesa

“Uma viagem ao Rio, com O Cortiço e Fiel

Muitas mudanças estruturais estão ocorrendo na cidade do Rio de Janeiro para receber os jogos. Essa não é a primeira vez que a cidade se transforma, conforme abordado nos livros O Cortiço, de Aluísio Azevedo (1857-1913), publicado em 1890, e Fiel, de Jessé Andarilho, lançado em 2014. Veja nossas dicas de como trabalhar com as obras.

Matemática

“Cada vencedor tem seu tempo”

Cada esporte tem seu sistema de pontuação, regras e estratégias de contagem. Nesta reportagem, natação, corrida e basquete apresentam desafios matemáticos para os estudantes encontrarem os vencedores.

Arte

“Atletas de papel”

Inspire-se nas propostas que analisam figuras humanas atuando em diferentes modalidades olímpicas e amplie a forma como as crianças representam pessoas.

Ciências

“A biomecânica das paralimpíadas”

Além de refletir sobre a superação física dos atletas paralímpicos, a turma também pode entender o funcionamento de ossos, músculos e tendões.

Geografia

“No Rio, o mar não está para vela”

Você já deve ter visto ou lido alguma notícia denunciando a poluição da Baía de Guanabara. Que tal levar esse tema para a sala de aula e discutir os riscos da poluição para o torneio e a saúde dos atletas?

Língua Estrangeira

“What they are saying about the Olympics”

Com o apoio dessa reportagem, os professores de Língua Estrangeira podem aproveitar as notícias da imprensa internacional para trabalhar o gênero com os alunos.

Educação Física

“Rugby é esporte de criança, sim”

Confira o infográfico que ensina as regras do jogo e convide a turma para o jogo que voltou às Olimpíadas!

Educação Infantil

“Pequenos campeões”

Ânimo é o que não falta para as turmas de Educação Infantil. Transforme toda essa energia em exercícios físicos típicos do atletismo.

Esses são apenas alguns dos conteúdos de NOVA ESCOLA sobre esportes e Jogos Olímpicos. Acesse a nossa página Olimpíadas Rio 2016 e veja o que mais temos para você!

E aí, gostou das dicas? Conte pra gente como está trabalhando a temática esportiva na sua escola.

Um abraço,

Nairim Bernardo


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E se a sala de informática fosse gerida pelos alunos?

| Sala de aula, Tecnologia em sala de aula

Foto: Shutterstock

A recente ocupação de escolas em diversos estados me levou a pensar que esse espaço deveria ser sistematicamente ocupado pelos alunos. Afinal, seus ambientes estão a serviço de objetivos maiores: possibilitam que meninas e meninos interajam com o universo que os cerca, compreendam as diversas relações que se estabelecem a partir deles e conheçam as diferentes maneiras de eles serem preparados.

Com os recursos tecnológicos digitais da informação e da comunicação, que fazem parte do patrimônio escolar, não é diferente. Digitais ou analógicos, são de todos e para uso de todos. Portanto, é importante que o uso desses materiais, assim como sua organização, sejam objeto de planejamento por parte da gestão.

Antes, no entanto, é preciso superar a seguinte dicotomia: o uso pelos alunos versus a preservação do patrimônio. O mais importante sempre deve ser o acesso dos estudantes aos materiais. Cabe à gestão, portanto, encontrar estratégias que garantam uma vida mais longa a esses recursos.

Hoje, a forma mais usual de organização dos equipamentos tecnológicos na escola é em um único espaço, normalmente chamado de sala de informática, o que permite que apenas um determinado e restrito número de alunos participem, por vez, das atividades.

Há, no entanto, outras formas de distribuição que podem colaborar para um envolvimento maior da comunidade escolar na gestão dos recursos.

Uma delas é a implantação do aluno-monitor. Nesse projeto, um grupo de alunos, que poderia estar na escola no contraturno, fariam a gestão do uso coletivo dos espaços e dos equipamentos, coordenados por um adulto referência.

O adulto referência, que pode ser um professor ou funcionário, terá como atribuição formar os alunos e alunas que atuarão como monitores – incluindo o entendimento sobre o que é público e privado – e construir com eles as estratégias para a utilização do ambiente. Esse educador também deverá ajudar os colegas que não têm tanta intimidade com recursos tecnológicos. Mas, veja, a ideia não é que ele seja o único responsável pela sala, portanto, ele não é o dono da chave, nem dos equipamentos. Sua função é colaborar na gestão e na construção relacionada à responsabilidade sobre o uso coletivo.

Outra possibilidade é fazer parcerias com instituições que oferecem cursos tecnológicos. A Secretaria do Estado de São Paulo, por exemplo, tem o programa Jovem Tec. Nele, alunos de Ensino Médio podem fazer um estágio nas escolas na área de tecnologia. Para isso, eles recebem capacitação de empresas do setor. Assim, eles auxiliam os professores das salas de informática e desenvolvem competências socioemocionais importantes nas relações interpessoais.

Uma experiência muito interessante de uso compartilhado desse espaço foi realizada pelo diretor Rodolfo Pauzer, da EMEF Rui Bloem, no bairro de Pirituba, em São Paulo. Quando chegou à instituição, em 2011, ele encontrou cerca de 20 computadores entulhados em um depósito, depois de serem substituídos por máquinas mais novas.

“Junto com o restante da equipe gestora, decidimos que em vez de ficarem parados, os equipamentos poderiam continuar sendo usados por toda a comunidade escolar – alunos, professores e funcionários – tanto para atividades pedagógicas, como também para aproximar do mundo digital aqueles que não tinham familiaridade com o computador ou com a internet. Foi um verdadeiro sucesso reativá-los e oferecê-los a todos. O momento do recreio mudou por causa disso, já que eles passaram a ficar dispostos no pátio, próximo ao refeitório. Foi uma verdadeira aula de cidadania e de preservação do patrimônio público – nunca precisamos distribuir senhas e em dois anos, precisamos trocar apenas três mouses desgastados pelo próprio tempo de uso”, conta o diretor.

Inspirada pela iniciativa do Rodolfo, no final de 2011, realizei a mesma ação na escola onde atuava como diretora. Nos primeiros dias, claro, foi um alvoroço! Afinal, era a primeira vez que os alunos acessavam livremente os computadores, que não tinham senhas, nem cadeados. Mas ao longo de dois anos que acompanhei a proposta ser desenvolvida, somente um mouse sumiu – e, pouco tempo depois, foi devolvido. Na nossa experiência, os estudantes eram responsáveis por gerenciar o acesso durante o intervalo das aulas e a mediação era realizada, principalmente, pelos inspetores de aluno e alguns professores.

O processo demandou inúmeros debates, mediações e concessões, o que gerou uma reflexão crítica muito rica sobre o compartilhamento de espaços e de materiais. E, no final, o que percebemos é que a qualidade do uso do patrimônio, tanto no aspecto ético quanto no técnico, é decorrência da consciência sobre o uso responsável dos recursos.

E você, educador, como organiza o uso do patrimônio tecnológico da sua escola? Compartilhe sua experiência!

Abraços e até o próximo mês,

Jane Reolo


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Mecflix: as aulas na sua tela

| Dica de site, dicas, Formação

Imagem: reprodução

Você provavelmente já ouviu falar ou assistiu a uma vídeo-aula, não é mesmo? Agora, os interessados nesse tipo de conteúdo têm mais uma plataforma para acessar. Em abril, o Ministério da Educação (MEC) lançou o Mecflix (o nome é uma brincadeira com Netflix – um dos maiores serviços de transmissão online, ou streaming, de vídeos no mundo), que reúne aulas sobre português, história, literatura, matemática, ciências e outras disciplinas. O site está ligado ao projeto Hora do ENEM, que pretende reunir conteúdos para quem vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio.

Caso esse não seja o seu caso, o Mecflix continua sendo bastante útil. Você pode usar as aulas para se preparar para concursos públicos ou indicar para seus alunos.

Para acessar a plataforma, é preciso fazer um cadastro gratuito. No ambiente, é possível salvar seus vídeos favoritos, montar playlists, dar nota para o material, fazer anotações nos vídeos e compartilhá-los com seus amigos.

As aulas podem ser buscadas conforme as áreas de conhecimento da prova do ENEM (Ciências Humanas e suas tecnologias; Ciências da natureza e suas tecnologias; Linguagens, códigos e suas tecnologias e Matemática e suas tecnologias) ou pelas disciplinas. O material foi produzido por empresas como Geekie Games, Descomplica, FGV, Kroton e QG do Enem, e existe a possibilidade que novos interessados enviem seus vídeos para serem disponibilizados na plataforma.

Veja alguns exemplos do que você vai encontrar por lá:

Equações do segundo grau

Quem nunca passou (ou está passando) por aquela fase em que as famosas equações do segundo grau parecem ser, literalmente, o maior dos seus problemas? Esse vídeo de 10 minutos dá algumas pistas sobre como resolvê-las.


Argumentação

Nos textos, no ENEM e na vida estamos sempre argumentando. Mas, apesar de fazer parte do nosso cotidiano, o conceito às vezes fica um pouco confuso em nossas cabeças. Esclareça suas dúvidas no vídeo.


Velocidade relativa do som

Também tem muito conteúdo de Física no Mecflix! Por meio de ilustrações e imagens, nesse vídeo você aprende sobre a velocidade relativa do som em sólidos, líquidos e gases.


Anistia de 1979 e novos partidos políticos

Em épocas de tantas discussões e reviravoltas na política nacional, é interessante entender a origem dos atuais partidos.

Bem, pessoal, espero que tenham gostado da dica. Não se esqueçam de compartilhar o post com os alunos que realizarão a prova do ENEM e com amigos interessados.

Até a próxima,
Nairim Bernardo


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Tecnologia educacional transformadora só vem acompanhada de formação

| evento, Formação, Tecnologia em sala de aula

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Quem procura inovar na Educação nunca estará completamente pronto. Hoje, você pode levar tablets para sua escola e amanhã, óculos de realidade virtual. Mas e, depois disso? Qual será a próxima novidade? Por essa razão, o Bett Brasil Educar 2016, maior evento em tecnologia educacional da América Latina, do qual participei, veio com uma mensagem muito forte sobre a importância da formação dos professores para o uso das ferramentas digitais.

Nós, educadores, estamos sempre nos atualizando, buscando formas mais eficientes ou envolventes de ensinar e aprender. Isso não implica aceitar qualquer ferramenta em nome de ser moderno. Escolher aquelas que mais atendem às demandas da sua escola é um processo que requer tempo e pesquisa, principalmente com o boom de tecnologia educacional. “É preciso conhecer tecnologia até para dizer não a ela”, disse Ligia Leite, ex-vice-presidente da Associação Brasileira de Tecnologia Educacional (ABT), em sua palestra no evento. “Sem essa competência, o professor acaba tendo que aceitar tudo o que lhe é empurrado”.

Basta ver como os materiais didáticos analógicos estão perdendo popularidade quando comparamos com os materiais didáticos feitos exclusivamente para o meio virtual, que estão em pleno crescimento desde 2012. Um exemplo é o aumento de 70% na oferta do ensino à distância entre 2005 e 2015, de acordo com a Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed).

Além disso, há iniciativas como a Geekie, que estão atingindo estudantes de todo o país, tanto dentro quanto fora da escola. Uma de nossas plataformas de aprendizagem adaptativa, o Geekie Games, por exemplo, está em todos os estados brasileiros. Neste ano, aliás, nos tornamos parceiros do programa nacional Hora do Enem, com potencial de impactar 2,2 milhões de jovens do 3º ano do Ensino Médio que estão se preparando para a prova.

Chegamos em um momento em que a tecnologia não pode mais ser ignorada pelas escolas. Para Maria Elizabeth de Almeida, educadora e pesquisadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), “o maior desafio, depois de superadas as dificuldades de infraestrutura, é que os educadores compreendam o potencial pedagógico da tecnologia”. Por isso, Paulo Blikstein, professor da Escola de Educação e do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Stanford, defende que para cada dólar investido em tecnologia educacional, outros nove deveriam ser investidos em treinamento.

Isso vai de acordo com o que dizem todas as pesquisas realizadas recentemente: para melhorar índices educacionais, é preciso investir no professor. De acordo com a pesquisa The Long-Term Impacts of Teachers (O Impacto dos Professores a Longo Prazo, em tradução livre), realizada pelas universidades Columbia e Harvard, nos Estados Unidos, os estudantes que tiveram ótimos docentes chegam a ganhar R$ 90 mil a mais ao longo da carreira.

Precisamos, portanto, de educadores preparados para encarar as mudanças trazidas pelo século 21 e que já começaram a mexer com os alicerces da escola. E essa necessária “alfabetização tecnológica”, segundo Lígia Leite, só acontecerá com uma parceria que envolva políticas públicas efetivas, infraestrutura acessível de qualidade e instituições de ensino que apostem na capacitação da equipe.

Um abraço,

Claudio Sassaki


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Analfabeto, mas conectado

| Notícias, pesquisas e cursos

Foto: Free Images

“Analfabetos de hoje têm mais acesso ao mundo do que tinham os do século anterior… E o universo digital está subaproveitado, principalmente quando o assunto é Educação”, conta a jornalista Maggi Krause, consultora da Associação Nova Escola. Essas foram algumas das impressões que ela teve ao sair do evento organizado pelo movimento Todos Pela Educação em que Ana Lucia Lima, diretora do Instituto Paulo Montenegro e Roberto Catelli, coordenador da Ação Educativa, apresentaram. No prédio da avenida Paulista, eles discutiram sobre o estudo Alfabetismo no contexto digital, feito com base dos dados do Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional).

Maggi destacou as principais análises para o nosso blog:

“A primeira delas: O acesso à internet está democratizado na população jovem, atingindo 90% das pessoas de 15 a 24 anos. E pasme, ela é utilizada por 69% dos analfabetos funcionais nessa faixa etária e por 93% dos que possuem apenas conhecimentos elementares (os que conseguem selecionar informações em textos de extensão média e resolver problemas de matemática envolvendo operações básicas). O universo digital, com uma oferta volumosa de equipamentos cada vez mais acessíveis e fáceis de usar – a pesquisa cita computador, notebook, tablet, smartphone, e-book, videogame, GPS – e farto em ferramentas que permitem acessar e-mails, mensagens, redes sociais, redes de mídia, sites de serviços, blogs… se abre até para quem não consegue ler um livro inteiro ou entender uma notícia de jornal!

A segunda constatação é a de que o uso qualificado continua privilégio da parcela mais alfabetizada. Quem possui índice de letramento intermediário ou proficiente costuma se comunicar com mais frequência por e-mail, acessar sites de busca, produtos e serviços e redes de mídia (como YouTube e Instagram). O que salta aos olhos? O uso das redes sociais não é muito diferente entre quem tem alfabetismo rudimentar (74%), elementar (89%),  intermediário (90%) e proficiente (91%). A diferença é que os com nível melhor de alfabetismo e também de escolaridade conseguem comentar e publicar seus próprios conteúdos e compartilhar os de outros (isso é, são ativos), enquanto os menos alfabetizados se limitam ler, ouvir e assistir e a curtir um conteúdo ou seguir uma pessoa ou página (ou seja, são passivos nas redes).

Acesso sem barreiras x repertório para o bom uso

 Ana Lima, do Instituto Paulo Montenegro, revelou uma das conclusões do estudo: a desigualdade digital é muito menor do que outras. É mais difícil entender bem a leitura de um livro, claro, do que acessar as redes sociais. Como a internet ainda é mais usada em casa, 80% das pessoas a acessa regularmente do lar, surgiu uma questão preocupante: será que o potencial de uso na escola e até mesmo no trabalho estaria sendo negligenciado?

Françoise Trapenard, ex-presidente da Fundação Telefônica Vivo, ressaltou que existe um mundo de informação consistente e de estudos acadêmicos publicados na web. Além disso, MOOCs (os massive online courses) à disposição de quem quer aprender conteúdos contando com ferramentas de interatividade, muitos deles gratuitos. Mas a oferta é muito maior do que a demanda! Daí se infere que as pessoas querem mais entretenimento (por isso o uso mais frequente de casa) e menos informação e formação.

Comentei naquela roda de conversa que ainda há um grande obstáculo para os benefícios de aprender sozinho com a ajuda de pesquisas (de forma autodidata) ou de cursos online: o desafio da interação. E ele não é pequeno! Uma coisa é estar focado dentro de uma aula presencial, olho no olho com o professor ou em trabalhos em grupo com colegas, e outra é se relacionar por meio da fria tela do computador. Até os mais concentrados correm o risco de perder o interesse (sei disso por experiência própria, participo de cursos online!).

De todo modo, saber que os alfabetizados rudimentares (nível imediatamente superior ao dos analfabetos) têm acessado a internet com constância indica um imenso potencial de inclusão dessas pessoas na leitura e na escrita. Precisamos agora pensar em formas atrativas de ampliar o interesse delas pelo saber… e essa questão não é nova, mas diante das possibilidades latentes do universo digital, parece nos inquietar cada vez mais.”

Achou interessante o estudo e este texto? Por favor, comente abaixo.

Até a semana que vem!


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Os alunos como produtores de conteúdo

| Tecnologia em sala de aula

Foto: Shutterstock

Experimente perguntar em sala de aula para os seus alunos quais os youtubers preferidos deles e se eles seguem seus canais. Se você não sabe o que é youtuber vale a explicação: são pessoas, das mais diversas idades, que produzem conteúdos diversos em vídeo e se comunicam pela internet, mais especificamente por meio do YouTube. Com o avanço da tecnologia, os alunos estão cada vez conectados às informações, mas também com maior domínio sobre as ferramentas de produção de conteúdo.

Você, professor, já pensou, portanto, em utilizar a produção de conteúdos de comunicação como recurso para o processo de construção do conhecimento dos alunos?

As possibilidades são diversas e aproximam os estudantes de algo que já faz parte do seu cotidiano. Vejamos algumas delas:

  • Jornal impresso: muitas escolas já fazem, mas ele costuma ficar restrito ao público da comunidade escolar. Que tal transformá-lo em um blog ou em uma fanpage (comunidade de fãs ou apoiadores de uma pessoa ou local)? Com o aumento do público, a função social da produção também ganha amplitude.
  • Vídeos: produzi-los está cada vez mais simples e mais barato – isso sem contar que a distribuição também está bem mais facilitada. Basta um celular e uma conexão à internet para que uma gravação possa ser visualizada por milhares de pessoas. Tutoriais ensinam como gravar e distribuir um vídeo no YouTube (veja algumas dicas aqui).
  • Rádio: colocá-la no ar hoje nem se compara ao trabalho (e ao custo) de se fazer isso na década de 1990, quando se exigia uma série de equipamentos analógicos: antenas, mesas e caixas de som etc. As plataformas digitais permitem que textos, vídeos, imagens e sons sejam rapidamente produzidos e lançados. Para isso, aposte nos podcasts, que podem ser divulgados na internet.

As dicas acima apontam para a facilidade que hoje é ser um produtor de conteúdo no que se refere ao processo técnico. Mas é um equívoco achar que somente elaborar um material, sem intenção pedagógica e reflexão crítica sobre o que é consumido e produzido, basta para transformá-lo em uma atividade educativa.

Para Ismar de Oliveira, professor do Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São  Paulo (NCE/USP) e um dos maiores incentivadores do estudo sobre as inter-relações entre comunicação e educação, um dos principais objetivos da Educomunicação é o desenvolvimento da competência de análise crítica da mídia. Dessa maneira, ao apropriarem-se e tornarem-se autores dos meios de comunicação, os alunos podem, se mediados por educadores, compreender a complexidade que envolve os veículos de comunicação em massa.

Por isso, é preciso que os próprios professores se conscientizem de algumas questões quando propõem a produção de mídias como um recurso pedagógico.

1 – Problematização da produção Conte com a colaboração dos alunos desde o primeiro momento. Em vez de propor você o tema do trabalho, apresente para eles um conceito mais amplo e peça que deem muitas ideias, elaborem propostas, as registrem e façam escolhas. Quando os estudantes partem de problemas, desafios e situações que eles vivenciam é muito fácil engajá-los no processo. Afinal, eles irão refletir, pesquisar e escolher linguagens para buscar a solução de uma dificuldade real. Vale dizer que é possível fazer isso em todas as idades – as crianças pequenas vão se interessar, por exemplo, em registrar as brincadeiras que elas realizam na escola, enquanto os maiores podem querer produzir um material com dicas de livros e passeios culturais. É claro, no entanto, que existem variações da atuação do professor – os jovens precisam ser mais desafiados e menores precisam de uma mediação mais efetiva dos adultos para problematizar as situações. Para além da participação de todos, é importante também você não tirar do seu horizonte as seguintes perguntas: Para que e por que vamos produzir esse material? Para quem ele vai se destinar?

2 – Utilização de diferentes plataformas midiáticas

O foco deve ser o conceito trabalhado, a mensagem e o conteúdo. Mas não se esqueça que há uma diversidade de plataformas e linguagens a serem exploradas. Os alunos podem optar pelo rádio, pelo vídeo ou pelo blog, por exemplo, de acordo com suas habilidades e afinidades. A intenção é que, ao diversificar o formato, não se estabeleçam padrões midiáticos únicos e dominantes para a comunicação em massa. Até porque seu papel como professor, e dos demais adultos que atuam na formação das crianças e dos jovens, é questionar os padrões presentes e apresentar não só as mídias alternativas, mas também as possibilidades de uso delas.

Todo esse processo é importante porque por muito tempo a escola foi consumidora apenas de informações da TV e do rádio. Mas não dá mais para ignorar as Tecnologias Digitais da Informação e da Comunicação. E isso exige a construção de uma didática reflexiva e crítica para que os alunos possam, também eles, “dar seu recado ao mundo”.

Quando os estudantes utilizam diferentes mídias e se apropriam de diferentes linguagens passam a enxergar e explorar diversos pontos de vista sobre um acontecimento, uma ideia, um objeto ou uma concepção. No vídeo abaixo, produzido pela jornalista Taina Shimoda, conheça o programa Imprensa Jovem, um exemplo de como a  educomunicação pode transformar a escola em um ambiente de desenvolvimento de projetos e de aprendizagem significativa.

Abraços e até o próximo mês,

Jane Reolo


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ScratchDay Brasil: o que é, o que rolou e como ele pode contribuir para a aprendizagem dos alunos

| evento

Atividades na EE Padre Jerônimo Lauwen, na Paraíba / Foto: Divulgação Programaê!

Hoje, convidamos a equipe do Programaê! para nos contar sobre um evento global que aconteceu no dia 14 de maio. Trata-se do ScratchDay, criado em 2009 e que incentiva o desenvolvimento de projeto que utilizam o Scratch, site que permite a pessoas de todas as idades aprenderem a programar de tudo, incluindo jogos e animações. Veja só:

“No último sábado, muitas crianças, jovens, pais e professores saíram de casa com um propósito: descobrir se é possível aprender programação e ainda se divertir. A sétima edição do ScratchDay não deixou dúvidas!

Scratchers de diversos níveis puderam participar gratuitamente de uma verdadeira maratona dedicada a colocar a mão na massa para tirar ideias do papel e começar a executá-las celebrando a aprendizagem criativa.

E foi incrível: de casa ou de qualquer lugar do mundo, com ou sem internet (a gente explica mais para frente), reunidos com os amigos ou em eventos organizados por instituições que toparam unir o uso da tecnologia com as diversas disciplinas, muita gente estava fazendo programação ao mesmo tempo. Aliás, se quiser criar um projeto novo no Scratch com ajuda de um tutorial, basta clicar aqui.

Em Belo Horizonte, o Programaê! levou um pouco dessa atmosfera para o Amplifica, um seminário de educadores que foca na capacitação do corpo docente com ferramentas digitais colaborativas, realizado em parceria com a Escola de Formação Gerencial do Sebrae. Na palestra ministrada pelo professor Francisco Isidro Massetto, seus colegas mineiros puderam entender que o #ScratchDay é muito mais que apenas uma data de celebração: é conhecer uma linguagem que pode aproximá-los dos alunos e entender que maneira a programação Scratch pode ser contextualizada dentro de suas práticas.

Como exemplo, o professor Isidro trouxe um projeto criado por ele que promete tornar o ensino do Descobrimento do Brasil muito mais dinâmico. Ele ressaltou: “O aluno que se sente motivado, erra até acertar. Além disso, também há como turbinar o aprendizado da geografia e dos biomas brasileiros ou ensinar piano sem piano.

Você pode alterar e compartilhar este projeto clicando aqui.

Em São Paulo, os Fab Lab Livres (espaços públicos na capital onde as pessoas podem desenvolver seus projetos utilizando ferramentas de fabricação digital) também organizaram oficinas. No laboratório localizado no CEU Heliópolis, as atividades offlines surpreenderam quem esteve por lá e mostraram que mesmo sem internet dá para começar a engatinhar no mundo da programação.

Os registros de outros eventos pelo país só nos convenceram de que começar a programar é uma ótima maneira de exercitar e liberar a criatividade, além do que, criar joguinhos é um jeito incrível de despertar o interesse de crianças e jovens em idade escolar.

Atividades na Faculdade Anhanguera, no Paraná / Foto: Divulgação Programaê!

O Programaê!, que ficou responsável pela divulgação do evento no Brasil, quer impactar milhares de pessoas a começar a criar narrativas e projetos com tecnologia e quer te ajudar, professor, também a começar. Comece agora porque é mais simples do que você imagina! Para entrar em contato com a gente, escreva para o nosso e-mail”. E você, tem interesse por este assunto? Já teve alguma experiência sobre programação?Conte pra gente! Até a semana que vem!


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